terça-feira, 13 de outubro de 2015

O STF no Brasil, é uma chincana ou um circo?

                                            



O “impeachment” de Dilma Rousseff


O Artigo 86 da Constituição Republicana divide o processo de "Impeachment" em duas fases:
Na primeira a Câmara dos Deputados, após admitida a acusação feita por qualquer cidadão, limita-se, pela maioria de 2/3 de seus membros, a receber ou não a acusação.
Esse ato de recebimento ou não da acusação, decisão que não julga mérito do processo de "impeachment", limita-se a fazer o denominado pela doutrina como juízo de admissibilidade. Esta pronuncia realizada pela Câmara dos Deputados implica tão somente na processabilidade do Presidente da Republica pelo crime de responsabilidade e conexos.
Conexão significa nexo, vínculo, relação, liame, ou seja, a ideia de que a coisa esta ligada a outra, e o artigo 76 do Código Processual Penal, que trata do assunto determina a reunião dos crimes conexos em um só processo diante da existência desse vinculo.
Essa decisão de pronúncia da pela Câmara dos Deputados não equivale a um pré-julgamento do acusado, não adentra ao mérito propriamente dito, não significa um juízo condenatório. Indica entrementes, que a Câmara dos Deputados considerou haver indícios razoáveis, provas do ato imputável ao acusado e, levando-se em conta a natureza do crime de responsabilidade perpetrado pelo Presidente da Republica, naquele momento não encontrou razões de monta que justifique seu arquivamento, pronunciando.
A Câmara dos Deputados para formalizar ou não a acusação como objeto de deliberação deve apreciar a gravidade dos fatos alegados e o valor probatório das provas e indícios. O ato de declaração de pronúncia ou arquivamento da acusação é iminentemente discricionário, sendo certo que se não houver a pronúncia pela Câmara o pedido de "impeachment" restará arquivado. Ato discricionário é aquele em que o julgamento deverá pautar-se pela conveniência e pela oportunidade. A rigor, a discricionariedade não se manifesta no ato em si, mas sim no poder de a administração pratica-lo pela maneira e nas condições que repute mais conveniente e oportuno ao Poder público dentro das opções fornecidas pela lei.
parágrafo 1º do Artigo 86 da Carta Maior afirma que, o Presidente da Republica ficará suspenso de suas funções com a instauração do processo pelo Senado pelo interregno de 180 dias.
Inicia-se então, a fase da submissão do Presidente da Republica ao "veredicto" do Senado Federal, caso reste pronunciado pela Câmara, não cabendo, entende o STF, novo juízo de admissibilidade por parte do Senado Federal, que estará obrigado a julgar o Presidente pela acusação de Crimes de Responsabilidade. No Senado o julgamento será presidido pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal.
Se o delito praticado pelo Chefe da Nação for comum (não for de responsabilidade), será ele julgado pelo Supremo Tribunal Federal, mas em qualquer dos casos, a decisão deverá advir dentro de 180 dias contados a partir de seu afastamento e da consequente pronúncia da acusação. Prossegue o processo, nos termos legais, ofertando oportunidade ao Chefe do Executivo do Direito de ampla defesa e contraditório, nos termos do "due processo of Law" (devido processo legal).
O julgamento proferido pelo Senado Federal poderá resultar absolutório, com o arquivamento do processo; condenatório, se assim entendido pela maioria de 2/3 do voto do Senado Federal, limitando-se a perda do cargo com inabilitação por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis, conforme o Artigo 52 parágrafo único da Constituição Federal.
A Lei 1079/50, que foi recepcionada pela Constituição Republicana de 1988 rege os crimes de responsabilidade que dão azo ao processo de "impeachment". O art. 4º assim dispõe:
Art. 4º São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentarem contra a Constituição Federal, e, especialmente, contra:
II - O livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário e dos poderes constitucionais dos Estados;
(...)
VI - A lei orçamentária.( ou pedaladas fiscais)
No tocante ao inciso II, o Decreto 8637/2014 é motivo suficiente para o requerimento de “impeachment”. Com o decreto autônomo (despótico) e não regulamentar nos temos da Constituição intenta-se chantagear os congressistas a aprovar a PLN 36/2014, nestes termos age contrariamente ao livre exercício do Poder Legislativo, age contrariamente ao princípio democrático. Mas aqui, para quem assimilou o mensalão sem se iniciar o processo de “impeachment” torna-se fundamento de menor monta. O chamado “Petrolão” será uma nova oportunidade mais imperiosa que teremos que aguardar.
Passemos ao inciso VI. A presidente Dilma Rousseff (PT) gastou demais e descumpriu a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o que é um crime já consumado. Sua solução, à moda petista, foi mandar para o Congresso Nacional um projeto que torna legal o que é ilegal, alterando a LDO para eliminar a meta não cumprida de superávit de 2014. Olha, eu descumpri a Lei de Responsabilidade Fiscal, tinha por lei um objetivo fixado de economizar 1,9% do PIB, mas por ser ano eleitoral, por haver desviado dinheiro público de suas finalidades não economizei, pelo contrário produzi um déficit, estou gastando mais do que arrecadei… Isto é uma infração à lei, portanto é um crime, que por se tratar de um agente político e se subsumir à lei de “impeachment” supramencionada é um crime de responsabilidade! É um crime de responsabilidade passível de “impeachment”? Ah, então vamos mudar a lei! Para isso ela procura a cumplicidade do Congresso Nacional por meio da PLN 36/2014.
Como estamos então? Não cumprida a LRF, crime de responsabilidade, “impeachment”... Mas a presidente procura o Congresso e agora tem respaldo do STF aparelhado Neste momento, aprovada a mudança da lei após restar descumprida a meta preestabelecida, o Congresso – leia-se Câmara dos Deputados que pronuncia e Senado Federal que julga o procedimento de impeachment – estarão vinculados, conluiados à burla legal e sem qualquer possibilidade fático-moral de deliberar sobre o crime de responsabilidade do qual ratificaram. Interessante, não?
                                           Impeachment de Dilma é golpe?
                                                                      

Um povo doente, contrai dívidas impagáveis.


                                    

                                         Um povo doente, contrai dívidas impagáveis

Para uns, é a necessidade. Para outros, a vaidade. Para muitos, um impulso tão forte que não dá para controlar. E lá se vão o saldo da poupança, os limites do cheque especial e do cartão de crédito, as moedas do cofrinho do filho. Os motivos podem ser diferentes. Mas, no fim das contas, o que sobra é uma pessoa endividada. Segundo relatório 80 milhões de brasileiros devendo dinheiro a bancos e outras instituições, segundo o Banco Central. Em maior ou menor grau. A maior facilidade promovida pelo PT com amplo apoio da TV Globo, de se conseguir crédito no nos últimos anos tem o seu peso. Mas especialistas em finanças e no comportamento humano apontam o descontrole emocional como o grande vilão dessa história.

Vamos lembrar dos fatores que fogem ao controle pessoal e contribuem para o endividamento. Eles geralmente começam com a letra D: desemprego, divórcio, desastre – um acidente que impede a pessoa de trabalhar por um tempo -, doença (do corpo ou da alma). Tem gente deprimida que toma remédio, bebe, faz terapia. Outros fazem compras. “A compra provoca a produção de dopamina, aumentando a sensação de bem estar”, povo doente.


Para o povo doente, o principal motivo de tantas dívidas é a impulsividade. “Dinheiro é emoção”, dizem. A dificuldade de controlar as emoções levou a universitária Helen (que pediu para não ter o sobrenome divulgado) a entrar no rol dos devedores. Aos 22 anos, prestes a se formar em administração de empresas ( adestramento funcional ), ela tem um débito superior a R$ 4 mil. A dívida original era de R$ 500. Consumista assumida ( doente), fã de roupas e sapatos, Helen não tem mais cartão de crédito e está com o nome sujo na praça. As dificuldades não acalmaram muito o instinto comprador da universitária. O local onde trabalha recebe a visita de vendedoras porta a porta de roupas e cosméticos.
“Meu salário (R$ 1.550) é contado para pagar essas compras”, confessa Helen. Ela jura que está tentando se controlar um pouco mais. Em outubro, vão sobrar R$ 50 para outras despesas. Já é um começo. “Hoje, as pessoas não conseguem se sentir vistas se não estiverem consumindo”,  o consumo exacerbado visto atualmente está associado ao contexto social e cultural. Antes, os ideais eram muito mais ligados à questão do ser. Os valores eram repassados pelos pais.alô reprodutores e incubadoras de plantão.
Com o avanço da tecnologia e da ciência, a humanidade foi quebrando limites, o que acabou gerando um sentimento de onipotência. “As pessoas começam a não ter limites com relação ao ter. Os ideais apontam hoje para a aparência e objetos concretos. Tudo é para o consumidor”. .Por mais absurdo que pareça, as pessoas se acostumam com a situação. Não querem enxergar o problema. Ou não conseguem.
Os brasileiros precisam urgentemente, reaprenderem a lidar com o dinheiro não sei como, ja que são tribos dinheiristas.  Vale procurar ajuda de um financista, psicólogo ou psicoterapeuta. Também não custa nada fazer um pedido à Santa Edwiges, protetora dos endividados. O dia dela está chegando. É 16 de outubro.

                                        Seguir a austeridade de nossos avós nem pensar.
                                                                          
                                            

                                                                        

domingo, 11 de outubro de 2015

Onde foi que este país se perdeu? Quando abandonou o que dava certo.

A fundação da Associação Brasileira de Educação, em 1924, com a função de promover debates em torno da questão educacional; a influência da Escola Nova e seus defensores, movimento que se empenhou em dar novos rumos à educação, questionando o tradicionalismo pedagógico, e os embates da Igreja no seu confronto com o estabelecimento de novos modelos para a educação tornam evidente a diversidade de interesses que abrangia a educação escolarizada.
A criação do Ministério dos Negócios da Educação e Saúde Pública em 1930; a Constituição de 1934 estabelecendo a necessidade de um Plano Nacional de Educação, como também a gratuidade e obrigatoriedade do ensino elementar, e as Reformas Educacionais nos anos de 1930 e 40 demonstram que, nessas décadas, houve mudanças formais e substanciais na educação escolar do país.
A década de 1930 é reconhecida como o marco referencial da modernidade na história do Brasil, modernidade entendida como o processo de industrialização e urbanização, contemplada por inúmeros estudos que destacam esse período  pelas mudanças que inaugurou e os movimentos políticos que protagonizou: a Revolução de outubro de 1930, a Revolução Constitucionalista de 1932 e o Estado Novo, em 1937. 
A educação escolar foi considerada um instrumento fundamental de inserção social, tanto por educadores, quanto para uma ampla parcela da população que almejava uma colocação nesse processo. Às aspirações republicanas sobre a educação como propulsora do progresso, soma-se a sua função  de instrumento para a reconstrução nacional e a promoção social.
Acompanham esse quadro, as discussões em torno dos modelos educacionais. Do ponto de vista do ideário, o liberalismo se consubstanciou na Primeira República no país e se fez presente nas políticas educacionais, tomando lugar, paulatinamente, da ideologia educacional católica.
O discurso pedagógico liberal se expressou na escola nova, movimento de renovação escolar que se desenvolveu em vários países e chegou ao Brasil na década de 1920, fruto das mudanças inerentes ao processo de desenvolvimento capitalista, com seus novos valores, necessitando, segundo seus defensores,  de uma renovação da escola.

Quanto aos métodos de ensino, a pedagogia tradicional predominou até o fim do século XIX, enfatizando a atuação do professor.  Como ensinar é uma das diretrizes dessa concepção pedagógica. A pedagogia nova toma corpo a partir das primeiras décadas do século XX, mudando o foco e centralizando o processo de aprendizado no aluno. Como aprender é o seu eixo principal, fundamentando-se nos aspectos psicológicos do processo de aquisição de conhecimentos.

Os anos de 1930 foram férteis em relação à nova educação. As propostas sobre educação do Manifesto dos Pioneiros, publicado em 1932, foram defendidas por educadores que ocuparam cargos na administração pública e que implementaram diretrizes educacionais, respaldados por essa visão de educação.
Contrastando com a educação tradicional, as novas tendências pedagógicas visavam proporcionar espaços mais descontraídos, opondo-se como investigação livre, à educação ensinada. Os novos métodos de ensino visavam à auto-educação e a aprendizagem surgia de um processo ativo.
Sobre a Escola Ativa, Lourenço Filho, um de seus precursores no país, afirma:

[...] aprende-se observando, pesquisando, perguntando, trabalhando, construíndo, pensando e resolvendo situações problemáticas apresentadas, quer em relação a um ambiente de coisas, de objetos e ações práticas, quer em situações de sentido social e moral, reais ou simbólicos.


Semana de Arte Moderna de 1922 

A ruptura com o academicismo nas artes plásticas e a substituição do hendecassílabo pelo verso livre foram algumas das bandeiras da Semana de Arte Moderna, evento cultural realizado em São Paulo e que propiciou a renovação cultural do modernismo brasileiro.
‘Foi um grito de guerra’, disse à Agência Efe o professor e decorador assistente do Museu de Arte de São Paulo (Masp), Denis Molino, para ilustrar o significado que teve a Semana como revolução na cultura brasileira
A Semana de Arte Moderna foi um acontecimento realizado nas noites dos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922 no magnífico Teatro Municipal de São Paulo, transformado no palco de conferências, recitais de música e poemas, na qual participou um grupo de artistas que se rebelavam contra a forma fixa e os cânones estéticos do século XIX, imperantes na arte do Brasil.
Ficam para a lembrança daquele vibrante acontecimento os assobios e vaias com as quais foram recebidas algumas das conferências e a ousadia do compositor Heitor Villa-Lobos, que surgiu em cena usando chinelos de dedo.
Denis explicou que a Semana foi um evento ‘paulista’ porque naquele momento a cidade ‘tinha essa abertura e era muito mais espontânea’ que o Rio de Janeiro, naquela época capital brasileira e onde ficava a Academia de Belas Artes, guardiã da técnica, do apego à norma, da obra bem definida e de contornos acabados.
‘A ideia de transformação radical é mais propícia a São Paulo’, disse Denis, acrescentando que dali foi ganhando espaço no Brasil.
A Semana é considerada como a semente da qual brotou o Modernismo brasileiro, embora seus principais expoentes, Mário e Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Menotti del Picchia, Tarsila do Amaral, Emiliano Di Cavalcantti e Manuel Bandeira, já tinham escrito vários capítulos de ruptura na década anterior, que serviriam para narrar a novela da mudança cultural.
Inspirados em um espírito iconoclasta, os modernistas brasileiros bebem das vanguardas europeias como o Dadaísmo, o Futurismo e o Cubismo, mas com uma releitura tropical, em busca de um relato propriamente brasileiro e da construção de identidade.
Enquanto na Europa já se tinha produzido um processo de ‘destruição da ordem’, o Brasil tinha essa necessidade de afundar na originalidade, na liberdade artística, na ruptura dos cânones.
Esse movimento, que se manifestou em diferentes disciplinas artísticas, como pintura e música, teve especial impacto na literatura, onde aconteceu a separação da escola poética do Parnasianismo, baseada na estrutura métrica e na beleza formal, que gozava de ampla influência entre os poetas brasileiros.
Nos primeiros compassos do Modernismo brasileiro – que se articularam em torno do Manifesto Antropófago, escrito por Oswald de Andrade em 1928 no primeiro número da ‘Revista da Antropofagia’ – a proposta é fagocitar (digerir) a cultura estrangeira, mas revesti-la de elementos nacionais.
‘As pinturas de Tarsila, autora do famoso ‘Abaporu’, por exemplo, remetem ao Cubismo, mas com um discurso autóctone, com cores tropicais e a temática de fundo do interior rural brasileiro’, segundo Denis.
Para o especialista, a Semana de Arte Moderna e o Modernismo tiveram seu impacto até os anos 60, mas a partir dos 70 se pulveriza a mensagem desse período de euforia, que, nas palavras de Mário de Andrade, constituiu ‘a maior orgia intelectual que a história artística registrou’. EFE

                                      Um país que poderia ter sido um farol para o mundo e que se perdeu

                                                                                                    
                                                                                                           

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A Argentina acabou, sem ele.!

A filosofia política de Jorge Luis Borges um gênio da literatura mundial que se foi a 30 anos.are on email
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Tem-se falado muito sobre Borges e a política, porém a atenção dada às suas opiniões tem se baseado geralmente nos relatos anedóticos daquele sujeito que prestava pouca atenção às notícias diárias, e que dedicava boa parte de sua reflexão a critérios estéticos e particularmente épicos: desde sua admiração pelos militares fundadores da pátria em sua luta pela independência e liberdade argentinas, à sua filiação ao Partido Conservador porque "somente os ilustres defendem causas perdidas".
Lamentavelmente, tais pontos de vista lhe custaram o prêmio Nobel, negado por aqueles que dão prioridade ao "politicamente correto" ao invés de ao literariamente extraordinário.
No entanto, a despeito de nos depararmos ao largo de sua história com variadas decisões e opiniões políticas, em alguns casos até mesmo contraditórias, é opinião deste escritor, conforme pretende-se demonstrar no curso deste modesto blog uma clara filosofia política em Borges, consistente e reconhecida, e que se manteve inalterada durante o curso de sua longa vida.
Porém como atribuir a uma filosofia política coerente decisões políticas menos que coerentes, e em alguns casos até contraditórias?  A explicação proposta é que a filosofia é de fato consistente, e que as referidas decisões se basearam em outros critérios que lamentavelmente diferiam dos princípios.
Os elementos centrais da filosofia política de Borges se coadunam claramente com os princípios filosóficos associados ao liberalismo clássico, e possuem até mesmo um viés do que atualmente se denomina "libertarianismo", daquela variante que, diferentemente do primeiro, não propõe um estado limitado, mas questiona sua própria existência, sem implicar no entanto em anarquia, entendida aqui como "ausência de normas".
Livre arbítrio e individualismo
O ceticismo de Borges quanto ao livre arbítrio, sem o qual não pode haver moral nem liberdade individual, surpreendia a muitos, porém isto não significa que tenha caído nas redes do determinismo.  Sua posição pode ser resumida da seguinte forma: os seres humanos não estão isentos das relações de causa e efeito que regem o universo; os seres humanos são determinados por tais relações, no entanto é impossível estabelecer o que os define entre as inúmeras causas existentes.  Nas suas palavras:
"Se sente que o Universo possui um desenho.  As coisas não são totalmente arbitrárias; há quatro estações, nossa vida passa por etapas: nascimento, infância, juventude... Poderiam ser indícios de que há uma trama, de que este mundo não é caótico, mas apenas tortuoso.  É como o livre arbítrio.  É possível que não exista, porém não se pode pensar neste exato instante que não se é livre, não é mesmo?"
E também:
"... se me disserem que todo meu passado foi predestinado, obrigatório, não me importarei; porém, se me disserem que, neste instante, não posso atuar livremente, me desesperarei."
Essa capacidade de agir livremente segundo Borges, se complementa ao que nas ciências sociais se denomina de individualismo metodológico, que se baseia integralmente na ação humana, que  por sua vez só existe no âmbito individual e portanto descarta prontamente a "hipóstase" de certos conceitos, isto é, de tornar sujeitos à existência real conceitos tais como a "sociedade", o "povo", a "nação, a "classe operária" e outros:
"...a multidão é uma entidade fictícia, o que realmente existe é cada indivíduo."
"Penso que só existem indivíduos: tudo o mais, as nações e as classes sociais, são meras comodidades intelectuais.
"As massas são uma entidade abstrata, e possivelmente, irrealista.  Supor a existência da massa é como supor que todos aqueles cujo nome começa com a letra 'b' formam uma sociedade."
Borges possui inclusive uma peça literária específica sobre este tema, "Tú", que começa assim:
"Um só homem nasceu, um só homem morreu na terra.  Afirmar o contrário seria mera estatística, uma adição impossível.  Não menos extraordinária que adicionar o cheiro da chuva ao sonho que sonhaste ontem à noite.
Este enfoque estende-se à sua noção de "pátria", mais venerada por Borges por sua dimensão histórica épica do que pelo conceito social de "nação".  Desta forma, sua "Elegia à Pátria" culmina
"O vermelho das datas dos aniversários,
  Pompas de mármore, árduos monumentos,
  Pompas da palavra, parlamentos,
  Centenários e sesquicentenários,
  São apenas cinzas, a menor flama,
  Dos vestígios desta antiga chama. 
Pátria, país, estado
Borges teve muitas pátrias, mas nunca pensou em desprender-se de sua própria, e estendeu sua concepção individualista também a este âmbito:
"Quantas Argentinas existem? Mais de uma?", e responde
"Muitas, tantas quantas há indivíduos.  Os países são falsos, os indivíduos talvez não o sejam — se é que o indivíduo permanece o mesmo ao longo dos anos."
Gostava de "colecionar" pátrias (Argentina, Brasil, Uruguai, Suíça, Inglaterra, entre outras) e não acreditava nas fronteiras e nos países:
"Desgraçadamente para o ser humano, o planeta foi fatiado em países, cada qual provido de lealdades, de lembranças, de uma mitologia particular, de direitos, de agravantes, de fronteiras, de bandeiras, de emblemas e mapas.  Enquanto durar este arbitrário estado das coisas, serão inevitáveis as guerras."

Sou um cosmopolita que atravessa fronteiras pois não as prezo."
O livre arbítrio e o individualismo lhe permitiram empregar uma preocupação ética, individualista, como não poderia ser de outra forma:
"...Creio que se cada um de nós pensasse em ser ético, e se esforçasse a sê-lo, já teríamos feito bastante; pois ao final das contas a soma dos comportamentos depende de cada indivíduo. 
E ao tentar obter o máximo de individualidade, inevitavelmente colidiu com o estado, no qual desacreditava profundamente:
"O mais urgente dos problemas de nosso tempo (já denunciado com profética lucidez pelo  virtualmente esquecido Spencer) é a gradual intromissão do estado nas ações do indivíduo; o individualismo argentino, talvez inútil ou prejudicial até agora, encontrará justificativa e deveres na luta contra este mal, cujos nomes são comunismo e nazismo."
"...tudo começa com a ideia de que o estado deve dirigir tudo; que é melhor que haja uma organização que dirija as coisas, e que nem tudo seja 'abandonado ao caos, ou a circunstâncias individuais'; e assim chega-se ao nazismo o ao comunismo, claro.  Tal ideia começa como uma nobre possibilidade, e então, bem, à medida que envelhece é usada para a tirania, para a opressão.
Nem por isso deixou de ser otimista, ao imaginar que um dia os estados não mais existirão.  Perguntou o personagem Eudoro Acevedo:
"O que aconteceu com os governos?  Segundo a tradição, foram gradualmente caindo em desusoConvocavam eleições, declaravam guerras, impunham tarifas, confiscavam fortunas, ordenavam prisões e pretendiam impor a censura, mas ninguém no planeta os acatava.  A imprensa deixou de publicar suas contribuições e efígies.  Os políticos foram forçados a encontrar um emprego honesto; alguns se tornaram bons comediantes ou bons médicos.  A realidade sem dúvida deve ter sido mais complexa que esse resumo".
E disse Borges:
"...para mim o estado é o atual inimigo comum; gostaria — e o afirmei diversas vezes — que houvesse o mínimo de estado e o máximo de individualidade.  Mas talvez seja preciso esperar...não sei dizer se algumas décadas ou séculos — o que não é nada em termos históricos — embora certamente não presenciarei esse mundo sem estados.  Para isso necessitaríamos uma humanidade ética, e também uma humanidade intelectualmente superior à atual, do que hoje somos; pois somos, sem dúvida, muito imorais e muito pouco inteligentes comparados a esses homens que virão, e por isso estou de acordo com a frase: 'Acredito dogmaticamente no progresso'."
"Acredito que com o tempo faremos jus a que não existam mais governos".
Política e democracia
Sua descrença no estado só poderia estar acompanhada de um baixo interesse pela política, com o qual compartilham também muitos argentinos de hoje.  Quando lhe foi dito que não parecia ter em alta conta os políticos em geral, confirmou:
"Não.  Em primeiro lugar não são homens éticos; são homens que contraíram o hábito de mentir, o hábito de subornar, o hábito de sorrir o tempo todo, o hábito de agradar todo mundo, o hábito da popularidade...  A profissão dos políticos é mentir.  O caso de um rei é diferente, um rei recebe tal destino, e portanto lhe cabe cumpri-lo.  O político não; o político deve fingir o tempo todo, deve sorrir, simular cortesia, deve submeter-se melancolicamente aos coquetéis, às cerimônias oficiais, aos feriados nacionais."
"Penso que nenhum político pode ser uma pessoa completamente sincera.  Um político está sempre à procura de eleitores, e diz aquilo que esperam que diga.  No caso de um discurso político, importa mais a opinião dos ouvintes que a do orador.  O orador é uma espécie de espelho ou eco do que os demais pensam.  Se não for assim, fracassará."
"...eu diria que os políticos vêm a ser os últimos plagiadores, os últimos discípulos dos escritores.  Mas, geralmente, com um século de atraso, ou talvez um pouco mais.  Pois tudo que se chama de atualidade é realmente[...]um museu, geralmente arcaico.  Agora estamos todos encantados com a democracia; bem, tudo isso nos leva a Paine, a Jefferson, e àquilo que poderia ser considerado paixão por Walt Whitman em seu Leaves of Grass.  Em 1855.  Tudo isso é atualidade; de modo que os políticos seriam leitores atrasados, não é?  Leitores antiquados, leitores de bibliotecas antigas."
Seu individualismo depurado o levou até a duvidar da possibilidade de representação, e da própria democracia, sem no entanto defender ditaduras ou monarquias, pois pensava que o importante não eram os sistemas políticos, mas os indivíduos e seus valores:
"Twirl, que tinha uma inteligência lúcida, observou que o Congresso possuía um problema central de natureza filosófica.  Planejar uma assembleia que representasse todos os homens era como fixar o número exato de arquétipos platônicos, enigma que intrigou pensadores por séculos.  Deu a entender, sem entrar em detalhes, que dom Alejandro Glencoe iria representar os interesses dos proprietários de terras, mas também os dos grandes pioneiros, os dos homens de barba ruiva e os daqueles sentados em poltronas.  Nora Erfjord era norueguesa.  Representaria as secretárias, as norueguesas, ou simplesmente todas as mulheres bonitas?  Bastaria um engenheiro para representar todos os engenheiros, inclusive aqueles da Nova Zelândia?"
Esta é a mesma opinião encontrada na magnum opus do economista austríaco Ludwig von Mises, Ação Humana, no que diz respeito às ações individuais e à participação do indivíduo em múltiplos grupos.
A opinião mais citada de Borges sobre a democracia é: "Não me considero habilitado a comentar sobre assuntos políticos, mas espero que me perdoem por acrescentar que desacredito na democracia, este curioso abuso da estatística".  Mais uma vez, ao acreditar mais nos indivíduos que nos governos:
"Suspeito que a forma de governo seja muito pouco importante, e que o que importa seja o país.  Suponhamos que houvesse uma monarquia na Suíça: as coisas não se alterariam significativamente; possivelmente nada mudaria.  Pois as pessoas continuam sendo as mesmas.  Portanto, não creio que uma determinada forma de governo seja uma panaceia.  Talvez atribuamos atualmente importância demais às formas de governo, e talvez as pessoas sejam mais importantes.
Borges libertário
Em suas próprias palavras, Borges se considerava um anarquista, embora pacífico: "Atualmente me definiria como um inofensivo anarquista; isto é, um homem que quer o mínimo de governo e o máximo de indivíduo"
"Sou anarquista.  Sempre acreditei fervorosamente na anarquia.  E nisso sigo as ideias de meu pai.  Ou seja, sou contra os governos — especialmente as ditaduras —, e contra os estados".
Mas esta definição de "anarquista pacífico" foi apresentada para diferenciá-lo da anarquia violenta do final do século XIX e início do século XX.  Atualmente sua posição seria classificada como "libertária", pois o ideal de seu admirado Spencer foi reproduzido neste século XX por pensadores que apóiam um estado pequeno e limitado, como no caso dos filósofos Karl Popper e Robert Nozick, e dos economistas Ludwig von Mises, Friedrich von Hayek ou Milton Friedman; e também por pensadores cuja variante questiona até mesmo o monopólio da força do estado, ainda que mínimo, como nos casos de Murray Rothbard e David Friedman.
O dicionário define anarquia como "um estado de falta de governo", ou "desordem, confusão, por ausência ou fraqueza da autoridade política".  Diante disso, Borges não seria estritamente um "anarquista" — se interpretarmos o termo como a completa falta de normas ou ordem — , mas um "libertário", palavra que atualmente define uma grande variedade de posições tais como as mencionadas acima.
Sua filosofia política conflita com a da sociedade argentina, cuja qual, ante a falência do estado, demanda ainda mais ações de sua parte.  Borges pensava que o argentino é um individualista contraditório:
"O argentino deveria ter como símbolo o gaúcho e não o militar; pois o valor codificado nas tradições orais não está a serviço de uma causa, e deve ser puro.  O gaúcho e o compadre são imaginados como rebeldes; o argentino, em contraste como os norte-americanos e quase todos os europeus, não se identifica como o estado.  Isso pode ser atribuído ao fato de que o estado é uma abstração inconcebível; o fato é que o argentino é um indivíduo, não um cidadão."
Porém, é um indivíduo contraditório, porque demanda do estado serviços "suíços" sem estar disposto a pagar impostos suíços.  O espírito do gaúcho mudou, pois ele era rebelde e não demandava nem esperava nada do estado, somente que o deixasse em paz.  O gaúcho está mais próximo ao pensamento político Borgiano do que ao do cidadão argentino de hoje.

Que falta ele faz para o mundo, e principalmen que falta faz a Argentina que ele viveu também para o mundo de hoje.
                                                                              

                                                                            
                      

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

O cavalo de Troia islâmico

                                   



                                                                           
Relatos de vários canais noticiosos europeus estão confirmando episódios da imigração em massa provocados por hordas de islâmicos que a mídia ocidental insiste em retratar como “refugiados.” Um dos relatos diz:
Meia hora atrás na fronteira entre a Itália e a Áustria vi uma multidão imensa de imigrantes. Com toda solidariedade para com as pessoas em circunstâncias difíceis, tenho de dizer que o que vi causa horror. Essa enorme massa de gente era — desculpe-me — selvageria pura… Vulgares, jogando garrafas, gritando “Queremos a Alemanha.” Então a Alemanha agora é um paraíso?
Vi uma idosa italiana num carro que foi cercado pelos imigrantes. Eles a arrancaram pelos cabelos do carro e queriam usá-lo para ir para a Alemanha. Eles tentaram tombar o ônibus em que eu estava. Eles jogaram fezes em nós, dando pancadas na porta para o motorista abrir, cuspiam no vidro. Minha pergunta é: qual o propósito disso? Como é que eles querem assimilar na Alemanha? Por um momento, me senti numa zona de guerra.
Entre eles quase não havia nenhuma mulher e criança. A vasta maioria eram rapazes agressivos.
Muitos milhares de “refugiados” muçulmanos estão invadindo a Europa para alcançar a Alemanha, às vezes mais de 10 mil por dia.
A Arábia Saudita, que se gaba de Meca e sua centralidade para o islamismo mundial, ofereceu “ajudar” a Alemanha. Sua oferta é construir 200 mesquitas na Alemanha para a assistência espiritual dos “refugiados.” Essa é toda a ajuda que os sauditas estão dispostos a oferecer aos seus irmãos espirituais.
A Alemanha poderia reagir à oferta saudita oferecendo-se para construir 200 igrejas evangélicas luteranas na Arábia Saudita. Afinal, se a Arábia Saudita se gaba de ser o centro da religião islâmica, a Alemanha se gaba de ser o berço do luteranismo, um movimento protestante criado para exaltar Cristo e Sua Palavra. Aliás, a Alemanha é o berço do Protestantismo mundial.
No entanto, a Arábia Saudita proíbe Bíblias e se gaba de que não existe uma única igreja cristã em seu território.
A Arábia Saudita, com a Turquia e os EUA, têm sido expostos pelo site noticioso conservador WorldNetDaily por seu envolvimento suspeito na guerra civil da Síria, principalmente por seu apoio indireto e até direto ao ISIS e à al-Qaeda, que vêm estuprando, torturando e massacrando cristãos sírios.
Essa é a principal fonte da crise de refugiados muçulmanos na Alemanha.
Se os refugiados islâmicos suspeitos podem fugir para a Alemanha, por que os refugiados cristãos não podem fugir para a Arábia Saudita? Porque essa nação islâmica radical, um forte aliado dos EUA, mata cristãos. O Cristianismo é punível com a morte no paraíso islâmico saudita.
Será que pelo menos a Arábia Saudita não pode receber refugiados islâmicos, que são seus irmãos de religião? Uma pergunta muito boa! Seria justo que uma nação islâmica radical recebesse refugiados islâmicos radicais. Mas a Arábia Saudita não tem enfrentado nem acolhido nenhuma onda de imigração islâmica em massa.
Talvez essa crise, em que potências islâmicas como a Arábia Saudita não querem ajudar seus irmãos religiosos, seja um castigo sobre a Alemanha.
Em 2011, a Alemanha prometeu dar 100 milhões de euros para apoiar a Primavera Árabe, um movimento induzido e usado pelos EUA que acabou trazendo caos e morte, especialmente para minorias cristãs, na Líbia e Síria. Como consequência direta da Primavera Árabe, o ISIS e a al-Qaeda controlam boa parte da Líbia e Síria hoje, e os cristãos são suas vítimas principais. Mas as portas da Europa, especialmente da Alemanha, não têm estado escancaradas para as multidões de cristãos sofredores que foram vítimas da Primavera Árabe. Têm estado escancaradas para seus opressores.
Há relatos de cristãos assassinados por muçulmanos quando eles tentam fugir para a Europa. Enquanto isso, refugiados muçulmanos suspeitos exigem um suposto direito de entrar e viver na Alemanha. Eles acham que a Alemanha tem a obrigação de acolhê-los e qualquer hesitação se depara com acusações de “racismo.” Até mesmo as ondas de estupros islâmicos na Europa não podem ser denunciadas por temores de acusações de “racismo.” O multiculturalismo tem sido um forte aliado e protetor da invasão islâmica, inclusive suas notórias e infames ondas de estupros.
Sob a loucura multiculturalista, a Alemanha não pode defender suas raízes cristãs contra as agressões islâmicas, mas tem a obrigação de defender o islamismo e seus adeptos.
De modo oposto, a Arábia Saudita pode livremente defender suas tradições islâmicas, matar cristãos, financiar o terrorismo islâmico mundial e rejeitar a imigração islâmica para si, mas encorajá-la para a Alemanha.
Quando a Alemanha não tinha líderes tolos, o óbvio era óbvio.
Para os ditadores sauditas, as nações muçulmanas são para os muçulmanos. Essa é a razão por que na Arábia Saudita igrejas cristãs são proibidas. Tudo bem. Vamos aplicar esse princípio de forma recíproca:
Os cristãos deveriam viver em nações cristãs. Os refugiados cristãos deveriam ser acolhidos em nações cristãs, inclusive a Alemanha.
Os muçulmanos deveriam viver em nações muçulmanas. Os refugiados muçulmanos deveriam ser acolhidos em nações muçulmanas, inclusive na Arábia Saudita.
De modo especial, a Alemanha deveria se lembrar de Martinho Lutero, que foi salvo por causa de uma ameaça islâmica à Europa. O que Lutero queria era o que a Igreja Católica de sua época não queria: cristãos livres para ler a Bíblia e adorar a Deus.
Tal liberdade era punida com a morte naquela época, e muitos foram punidos desse jeito, inclusive João Hus e William Tyndale. Apenas recorde a Inquisição. Ainda que Lutero tivesse praticamente sido sentenciado à morte pela Igreja Católica e governos católicos, a iminente ameaça de invasão islâmica na Europa manteve os assassinos tão ocupados que era muito difícil focar em Lutero.
Os muçulmanos foram como “salvadores” filisteus para Lutero. A Bíblia diz que quando o furioso e ciumento rei Saul estava perseguindo Davi e bem perto de apanhá-lo, os filisteus começaram a invadir Israel e Saul foi forçado a deixar sua perseguição de Davi para focar nos filisteus.
Davi clamou a Deus, e Ele o salvou usando os filisteus. Evidentemente mais tarde Davi lutou ferozmente contra os filisteus e os derrotou e conquistou.
Lutero clamou a Deus, e Ele o salvou usando os muçulmanos.
Mas agora que a Alemanha está sendo invadida, onde se acharão cristãos de verdade para clamar? Quem conquistará os novos filisteus? Onde estão os novos Davis?
A Alemanha precisa de um novo Lutero e uma nova Reforma contra a ameaça islâmica.
Há relatos de que os refugiados muçulmanos que estão indo em direção à Europa estão clamando: “Mamãe Merkel, nos ajude!” Mas eles não dirigem seus clamores para os ditadores islâmicos sauditas, chamando-os de “Papais.”
A tolamente “compassiva” Angela Merkel está ajudando a construir uma Alemanha sob a ideologia “compassiva” de Maomé, uma ideologia que traz “paz” somente depois que destrói seus inimigos e rivais, inclusive os cristãos. Em seu devido tempo, o Alá “compassivo” da ideologia islâmica retribuirá aos alemães tolamente compassivos.
Se Merkel continuar recebendo “refugiados” muçulmanos, a velha Alemanha de Lutero será substituída pela nova e abominável Alemanha de Maomé.
Onde os muçulmanos invadem, eles controlam e dominam. Muitas das igrejas do Novo Testamento estavam em regiões hoje controladas pela ideologia islâmica, que conquistou essas regiões que no passado eram em grande parte cristãs. A moderna Turquia islâmica, que cometeu um notório genocídio contra os cristãos armênios, era uma “Alemanha” cristã no passado.
Ditaduras, até mesmo tiranias marxistas, retrocedem. Mas uma tirania islâmica nunca retrocede.

A Alemanha está semeando uma ditadura islâmica irreversível, onde Lutero será apagado de sua história. Nessa altura, a Arábia Saudita terá a liberdade de construir quantas mesquitas quiser na Alemanha, em honra da infame “Reforma” islâmica que ela está encorajando no berço da Reforma protestante.

                                                O crescimento da cristofobia