quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

As quatro barreiras ao crescimento econômico

                                   Manual de socialistas e empresários atrasados.
                                                                   

As quatro barreiras ao crescimento econômico
Sim, o crescimento econômico e o enriquecimento são possíveis em qualquer ponto do planeta.  Sim, fazer uma economia crescer é fácil.  Com efeito, o crescimento econômico é algo que ocorre de maneira natural.  Como indivíduos inseridos em um mercado global, nossa predisposição à produção e às trocas comerciais é inata, pois nossa sobrevivência depende delas. 
Um brasileiro transacionar comercialmente com outro brasileiro é tão efetivo quanto esse mesmo brasileiro transacionar com um vietnamita.  Em ambos os casos, ele está buscando melhorar seu padrão de vida.
Não havendo barreiras ao exercício dessas trocas comerciais, o crescimento econômico ocorre como que por gravidade.  Por isso, é essencial entender quais são as barreiras que podem impedir o crescimento econômico.
Moeda
A primeira e mais crucial barreira ao crescimento é a saúde da moeda.  Dado que o dinheiro representa a metade de toda e qualquer transação econômica, a saúde da moeda irá determinar a saúde de toda a economia.  Se a moeda é instável, a economia também se torna instável. 
Além de ser o meio de troca, a moeda é a unidade de conta que permite o cálculo de custos de todos os empreendimentos e investimentos.  Se essa unidade de conta é instável — isto é, se seu poder de compra cai contínua e rapidamente, principalmente em termos das outras moedas estrangeiras —, não há incentivos para se fazer investimentos.
Daí os economistas clássicos, à sua época, já defenderem a ideia de que a moeda, para ser eficaz, deveria ser a mais estável possível.  Tais economistas corretamente compreenderam que ter uma moeda cujo valor flutuasse constantemente seria o equivalente a utilizar unidades de medida que flutuassem diariamente. 
Hoje, infelizmente, a teoria econômica que se tornou dominante que é a social-democrata — e que é adotada por quase todos os governos — inverteu completamente essa lógica.  Os economistas de hoje não mais veem o dinheiro como uma unidade de conta que deve ser a mais estável possível.  Ao contrário: eles acreditam que uma unidade de conta totalmente volúvel e flutuante, principalmente em relação às demais moedas estrangeiras, turbina a atividade econômica. 
Eis o principal problema com esse raciocínio: quando investidores investem — principalmente os estrangeiros —, eles estão, na prática, comprando um fluxo de renda futura Para que investidores (nacionais ou estrangeiros) invistam capital em atividades produtivas, eles têm de ter um mínimo de certeza e segurança de que terão um retorno que valha alguma coisa.
Mas se a unidade de conta é diariamente distorcida e desvalorizada, se sua definição é flutuante, há apenas caos e incerteza.  Se um investidor não faz a menor ideia de qual será a definição da unidade de conta no futuro (sabendo apenas que seu poder de compra certamente será bem menor), o mínimo que ele irá exigir serão retornos altos em um curto espaço de tempo.neste caso a atmosfera econômica atual no Brasil
Para países em desenvolvimento, que precisam de investimentos estrangeiros, essa questão da estabilidade da moeda é ainda mais crucial.  E por um motivo muito simples: uma moeda estável cria as condições necessárias para a transferência de conhecimento.  O conhecimento acompanha o investimento: o capital estrangeiro vem acompanhado de conhecimento estrangeiro.
Se um país desvaloriza continuamente sua moeda, ele está mandando um sinal claro aos investidores estrangeiros: "mantenham sua riqueza financeira e intelectual longe daqui; caso contrário, você irá perdê-la sempre que for remeter seus lucros".
O máximo a que um país de moeda fraca pode aspirar é utilizar para fins de curto prazo o capital puramente especulativo (o chamado "hot money") que entra no país à procura de ganhos rápidos com arbitragem( títulos do governo federal 14,25 % ao ano).  Adicionalmente, os melhores cérebros do país abandonarão as profissões voltadas para o setor tecnológico e irão se concentrar no mercado financeiro, especialmente no setor de hedge. 
Já um país de moeda forte e estável envia um sinal bem diferente ao mundo: "tragam seu dinheiro; mandem para cá seus especialistas; construam suas fábricas aqui; ensinem a nós tudo o que vocês sabem; e riqueza que vocês criarem aqui voltará para vocês multiplicada e em uma moeda que mantém seu valor".
E é exatamente por isso que uma moeda forte e estável é indispensável para o crescimento econômico.  Quando a moeda é estável, investidores têm mais incentivos para se arriscar e financiar ideias novas e ousadas; eles têm mais disponibilidade para financiar a criação de uma riqueza que ainda não existe.  O investimento em tecnologia é maior.  O investimento em soluções ousadas para a saúde é maior.  O investimento em infraestrutura é maior.  O investimento em ideias para o bem-estar de todos é maior. 
Já quando a moeda é instável — ou passa por períodos de forte desvalorização —, os investidores preferem se refugiar em investimentos tradicionais e mais seguros, como imóveis e títulos do governo.  Não há segurança para investimentos de longo prazo, que são os que mais criam riqueza.
Uma moeda instável desestimula investimentos produtivos.  E, consequentemente, age contra o crescimento econômico. 
Uma moeda forte e estável é indispensável para atrair o capital estrangeiro e, com isso, gerar crescimento econômico.
Estando a questão da moeda resolvida, restam três barreiras.
Impostos
Uma característica humana que todos nós temos e que esquerdistas de todos os matizes não compreendem, e que torna o crescimento econômico algo fácil e natural, é o fato de que nossos desejos são ilimitados.  Estamos sempre desejando coisas a mais.  Só que, para poder consumir esses bens que desejamos, temos antes de ter produzido algo.não se distribui aquilo que ainda não se criou  Como indivíduos, nós trocamos "produtos por outros produtos".  Trabalhamos em troca de dinheiro, é verdade, mas só aceitamos esse dinheiro porque sabemos que, com ele, poderemos adquirir outros produtos. 
Ou seja, o que permite o nosso consumo é a nossa produção, que necessariamente tem de vir antes do consumo Lula e Dilma não entenderam isso .  No nível mais simples, um indivíduo tem primeiro de oferecer algo de valor para só então poder comprar algo que deseja.  E o fato de termos de produzir para consumir — ou seja, o fato de que temos de trocar nossa mão-de-obra por alimentos, roupas, abrigos, veículos e amenidades várias que ainda não possuímos — é o que gera o crescimento econômico.
Portanto, para se estimular o crescimento econômico, é crucial estimular a produção.  O caminho para o crescimento econômico passa pelo estímulo da oferta.não do crédito
E, para estimular a oferta, além de uma moeda forte e estável, é necessário remover as barreiras tributárias, burocráticas e comerciais que emperram a produção. 
Vale repetir: para que os indivíduos possam consumir, eles têm antes de produzir.  Sendo assim, é crucial remover obstáculos à produção.
E o primeiro obstáculo a ser removido são os impostos.  Impostos nada mais são do que um preço que o governo coloca sobre a produtividade; uma penalidade impingida ao trabalho.
Empreendedores são, por definição, indivíduos que gostam de se arriscar.  Quando empreendedores talentosos de todos os cantos do globo decidem investir em um país, eles estão correndo risco e esperam enriquecer em decorrência disso.  No entanto, se o preço a ser pago são impostos altos, vários serão desestimulados. 
Para o criador de software cujas inovações irão aprimorar a eficiência das empresas, ou para o cientista cujo trabalho irá demandar várias horas para encontrar a cura do câncer, passando pelo simples dono de restaurante que alimenta as pessoas, tributar sua renda equivale a cobrar um preço pelos seus esforços.  Equivale a cobrar deles um preço pelo seu trabalho, algo totalmente sem sentido.
Por isso, o objetivo deve ser o de diminuir esse preço do trabalho a fim de estimular ao máximo os esforços econômicos.  Em virtude de seu sucesso, empreendedores melhoram substantivamente as nossas vidas, e o fato de que eles devem ser punidos por isso, tendo uma fatia de sua renda confiscada, deveria ser visto como algo grotesco.mais em uma sociedade que quer mais estado fica difícil a prosperidade se instalar por aqui.
Não há empregos sem investimentos.  E não há empregos que paguem bem sem investimentos vultosos. Se a renda dos investimentos será tributada, o incentivo para empreendê-los é drasticamente reduzido.
Por tudo isso, é crucial que o governo seja o menor possível o que contraria a ideologia que ocupa o poder hoje no Brasil  Quanto maior for o governo, maiores serão seus gastos.  Quanto maiores forem seus gastos, maiores terão de ser os impostos.  E quanto maiores forem os impostos, menores serão os incentivos ao investimento e à produção.  (Se o governo financiar seu aumento de gastos por meio do endividamento, o resultado será inflação, o que nos remete ao item 'moeda').
Quando políticos falam que irão aumentar os gastos, o que eles realmente estão dizendo é que irão aumentar os custos sobre os indivíduos produtivos, que são aqueles que arcam com o ônus dos impostos.  Aumentar os gastos do governo equivale a aumentar os custos sobre aqueles que levantam cedo e vão trabalhar.
Burocracia
Empreendimentos são feitos em busca do lucro.  E a burocracia inibe o processo.  A burocracia exige que uma grande quantidade de tempo, energia, esforço e dinheiro seja gasta apenas para se certificar de que o empreendimento está cumprindo todas as ordens inventadas pelos funcionários do governo. 
A burocracia com estabilidade tão venerada por brasucas nada mais é do que um custo artificial imposto ao empreendimento.
Embora raramente atinja seus supostos objetivos, a burocracia brasileira é extremamente bem-sucedida em sufocar a economia e impedir o surgimento de novos empreendimentos.  A burocracia rouba dos trabalhadores e dos empreendedores o tempo e os recursos que poderiam ser direcionados à produção de bens e serviços desejados pelo mercado.
O mais irônico de tudo é que toda a burocracia estatal — suas leis e regulamentações — está majoritariamente sob o comando de pessoas que jamais empreenderam em toda a sua vida, mas que se sentem perfeitamente aptas a ditar ordens aos reais empreendedores.
Comércio
O comércio é o mais simples desses quatro elementos relacionados ao crescimento econômico.  Cada um de nós, na condição de indivíduo, pratica diariamente o livre comércio.  Todos nós somos adeptos do livre comércio porque o livre comércio é justamente o propósito de trabalharmos.
Todos nós trabalhamos diariamente porque há muita coisa que queremos mas que ainda não temos.  Trocamos os frutos do nosso trabalho pela comida, pelas roupas, pelos carros, e pelos aparelhos eletroeletrônicos que não produzimos, mas que são produzidos por terceiros ao redor do globo. 
Sendo assim, tarifas de importação nada mais são do que uma punição sobre o nosso trabalho e nossa produção.  Tarifas de importação são tautologicamente um imposto sobre o nosso trabalho e nossa produção.
Pior ainda, tarifas de importação sempre são implantadas pelo governo com o intuito de proteger a reserva de mercado de empresas ineficientes (se fossem eficientes, não teriam medo da concorrência estrangeira), o que acentua a nossa privação.  Trabalhamos e produzimos, mas o governo só nos permite trocar os frutos da nossa produção por bens nacionais mais caros e de baixa qualidade.
No que mais, barreiras comerciais sempre são retaliadas pelos outros países, o que significa que as empresas nacionais mais eficientes arcarão com o maior dos ônus: mercados estrangeiros fechados.  Isso reduz o estímulo a novos investimentos em empresas eficientes, e privilegia o investimento em empresas protegidas da concorrência.  No geral, a ineficiência econômica é premiada e aumentada.
Conclusão
Atualmente, a economia passou a ser vista como algo intimidante, uma ciência sombria e impenetrável, compreendida apenas por acadêmicos especializados.  Não deveria ser.  Todos nós somos microeconomistas em nossa rotina diária.  As principais noções de economia estão ao alcance da compreensão de qualquer pessoa que pratique trocas comerciais em sua rotina.  A economia está em todos os cantos para onde você olhe. Nada é mais fácil de entender do que as noções básicas de economia.  As medidas que geram crescimento econômico são lógicas, sensatas e facilmente compreendidas por qualquer um, pois vivemos suas consequências diariamente.
Basta não complicar o assunto.
                     E para piorar temos um câncer que nos corroí " A corrupção"
                                                               

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

O assalto organizado a mente do brasileiro.

                                                                               

                                       Foto do início do governo do gangster de Garanhuns.

O “carisma” ilógico de Lula na falta de lógica que as TVs Globo e Globo News buscam desesperadamente imitar.



Quando leio nos jornais e revistas que Luís Inácio “Lula” da Silva possuiu carisma natural, algo inseparável da sua personalidade, fico imaginando como devem ser estéreis os discernimentos dos jornalistas que escrevem tal baboseira.
 
Pensamento idêntico surge ao assistir à atual programação da TV Globo e Globo News.
 
Pior, pasmo diante do abandono notório do famoso “Padrão Globo de Qualidade” nos espalhafatosos e apelativos programas apresentados por criaturas mal preparadas, mal ajambradas, cuja boçalidade verbal chega a ser um ultraje até para o mais simplório dos mortais.
 
Tais irradiações televisivas assemelham-se, – na esteira do maior vigarista já produzido pelo Brasil, – a manifestações manipuladoras, ordinárias de fato, na busca esperançosa pelo mesmo tipo de “carisma a qualquer preço”.
 
Na verdade, o que se percebe é o desespero insano para subirem a audiência, cujos índices têm se lhes esvaído como areia fina, entre dedos, precisamente pelo desleixo e má qualidade revelados, mas que as atuais “inteligências” diretivas globais não conseguem perceber; menos ainda entender.
 
Os caras da Globo mandaram a lógica para a ponte que partiu.
 
De fato, nos dias atuais, nada parece ter lógica no Brasil.... até o partido dos trabalhadores, como um todo, vivendo sua pior crise de credibilidade, deu para derramar, dolosamente, por todo o país, a sua essência pervertida e delinqüente, sem ninguém lhe fazer frente.
 
Fosse isso pouco, tal qual estrelas isoladas em firmamento tormentoso, o “carismático” Lula da Silva e sua bonifrate Dilma Rousseff, cada um à vez, numa alternância buliçosa, bem mais burra e ilógica que o normal, têm procurado esparramar, pela inocência e ingenuidade jumental dos brasileiros, todo o conteúdo imoral e mentiroso que os faz existir, pois perpetradores declarados são da perversidade e viciosidade que respiram.
 
A TV Globo, junto com a Globo News e seus âncoras amestrados, com lobo até disfarçado de Cristiane, na rabeira de tanta sem-vergonhice, todos, praticamente em uníssono... tentam imitar, copiar e exercitar.
 
Haja estupidez.
 
Se vivo, Winston Churchill alertaria, em discurso inflamado, para esse proceder infame como o prenúncio do que o “carisma” psicopata pode contribuir para a ruína de um povo.
 
Já aconteceu no passado e a História é pródiga em repetições.
 
Dado o baixo índice de inteligência dos brasileiros, fartamente comprovado por pesquisas, testes escolares internacionais e exemplos amplamente demonstrados, nos seus variados níveis e camadas sociais, a influência nefasta do petismo e das Organizações Globo no Brasil não se limitou somente à derrocada absoluta dos padrões morais civilizados e civilizadores...
 
Ambos criaram conceitos tão absurdos que vão do maltrato ao próprio idioma, ao apoio do ensino da homossexualidade nas escolas primárias, ou à criminalização das ações policiais, passando pelo incitamento ao racismo, até à epítome de Lula ser um sujeito intrinsicamente carismático.
 
Estultos são, pois sequer sabem: – ninguém nasce com carisma! E racismo abrange conceitos muitíssimos mais parcos do que a amplitude venal e maldosa da Globo quer impingir aos brasileiros.
 
Carisma é a afeição treinada, manipulada e propagandeada, derivada do resultado estabelecido na interação pessoal de um orador com um grupo de pessoas que do pregador ouvem palavras ansiadas; as que querem escutar; as que combinam com as fantasias imaginadas e/ou com conceitos próprios adotados, de fora para dentro, geralmente ilógicos, relativos a determinados assuntos sobre os quais opinam com alguma convicção, embora sem bases factuais ou conhecimentos empíricos.
 
Carisma só sobrevive quando a falta de lógica domina a audiência. E essa tal falta de lógica reverbera pelos quatro cantos do Brasil.
 
Por essa razão o tempo nesse país é fugaz nos relacionamentos interpessoais, até nos layouts dos produtos ou nos divertimentos, inclusive no tangente à vida, atualmente submetida à vontade da bandidagem crescente, aterrorizante, espalhada por todas as esquinas e ruas das principais cidades, praticamente incentivada pela Globo que criminaliza e desmerece ações policiais para, na sua “suposta luta” contra um suposto “racismo de cor”, classificar os bandidos, negros na sua maioria, como injustiçados de uma sociedade racista.
 
Certamente o PT e as organizações Globo são um mistério que a lógica, por si só, não consegue iluminar.
 
Qualquer um que acreditar que deduz com sucesso, seja lá o que for, à luz dos episódios escabrosos em curso no Brasil, seguramente incorrerá na não compreensão dos seus muitos significados, ademais de um sentir vazio, tão incompreensível, que o levará a aprender que a lógica petista e da Globo não são para serem entendidas, mas sim vividas... como um martírio de vida; uma expiação masoquista das contrições que um Ser Humano possua ou possa vir a ter.
 
Por outro lado, os brasileiros não querem ouvir a verdade. Pior, tampouco se esforçam ou vontade têm de enxergá-la, haja visto o fraco (quase inexistente), apoio popular prestado aos movimentos pela derrubada da mulher-bandida que, na presidência do país o está conduzindo ao pior afundamento econômico de sua História. Por conseguinte ao maior empobrecimento do seu povo; povo esse que se recusa a ver a verdade.
 
Portanto, é muito fácil constatar que a maioria do povo prefere a mentira, a ilusão, – embora digam o contrário, – tal qual errante perdido no deserto, sedento por um copo de água. Por isso o milionário Lula (hoje comprovado está que roubou o país como ninguém se atreveu), é tão “carismático”.
 
E a TV Globo, às portas da falência, tenta desesperadamente seguir o mesmo caminho para obter o seu selo “carismático” e respetivos rendimentos financeiros.
 
Se um miserável farsante, espancando o idioma, mentindo e vendendo ilusões às pencas, por vinte anos, chegou à presidência da República e enriqueceu absurdamente, por que não uma empresa, um dia rica, hoje praticamente arruinada, não pode seguir o mesmo exemplo, vendendo quimeras e falseando a verdade, para ganhar o seu bilhão?
 
O político procede igual... para dar aso à própria ganância e falta de patriotismo.
 
O empresário, ainda mais distante do patriotismo, segue a trilha e, nela, vê a “forma milagrosa” para o seu imediato enriquecimento, gastando pouco num dia para enricar no dia seguinte.
 
O cidadão comum, esse então, sem ao menos entender direito o tal do patriotismo ou o que é civismo, sem meios, sem instrução, autodeclarado preguiçoso-político, fantasia, viaja na maionese e se lambuza todinho. E se alguém lhe oferece, todos os meses, três merréis de esmola, corre logo a comprar o celular da moda e uma TV de tela plana, tudo em “déiz vês sem juro” ... para continuar a fantasiar... enquanto enchentes, tempestades e ladrões o despojam dos poucos haveres juntados.
 
Como no Brasil a lógica é inexistente, senão irrelevante, e a mentira e a fantasia são absorvidas desregradamente por vidas apequenadas, sem roteiros traçados, cujos fins marcados estão na ponta de uma faca ou de uma bala, ou no asfalto, debaixo de um carro, ou na fila de um hospital à espera de atendimento que não chega ou, se escapar de tudo isso, finalizada será por um raio, o que sobra para tornar a morte suportável, mesmo tendo a certeza de se passar para o outro mundo sem deixar nada concluído neste, é o “carisma” falso de um vigarista ou o entretenimento venal, absolutamente conspurcado da maior rede de televisão do país.

Félix Jarreth brasileiro tornou-se belga por não aguentar mais fazer parte de uma aglomeração de pacóvios sobre uma geografia generosa,vive em Bruxelas sábia decisão ele tomou.
                
                                    

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Uma promessa que não deu certo Venezuela

                                                                                 


A espiral decadente da economia venezuelana começou de fato quando Hugo Chávez decidiu impor seu "socialismo moreno" ao país, uma excentricidade que, à época, chegou a ser relativamente bem recebida por vários setores da grande mídia que irrigadas por publicidade oficial la e nos paises amigos apoiaram .  Durante anos, a Venezuela manteve um volumoso programa de gastos sociais? ( os bolsas famílias da vida) combinado com controles de preços e salários e com um mercado de trabalho extremamente rígido ( leis trabalhistas onerosas para o empresariado), além de manter, como política externa, uma agressiva estratégia de ajuda internacional voltada majoritariamente para Cuba.  Todo este insano castelo de cartas conseguiu se manter solvente por um bom tempo unicamente por causa das receitas do petróleo.
Mas à medida que os custos deste populismo foram crescendo, o país teve de recorrer com cada vez mais frequência aos cofres da estatal petrolífera PDVSA ( a Petrobrás deles) e à impressora do dinheiro do Banco Central da Venezuela.  Isso resultou em um declínio contínuo do valor do bolívar — um declínio que se acelerou ainda mais após começarem a surgir notícias sobre o crítico estado de saúde de Hugo Chávez.
A morte de Chávez, no dia 5 de março de 2013, gerou um abalo sísmico em toda a economia venezuelana.  De maneira nada surpreendente, desde que seu sucessor Maduro assumiu o controle do país, o castelo de cartas venezuelano começou a desmoronar.  A taxa de câmbio do bolívar no mercado paralelo ilustra bem essa história.  Desde a morte de Chávez até novembro de 2015, o bolívar já perdeu 64,5% de seu valor em relação ao dólar 
Essa acentuada desvalorização do bolívar, por sua vez, gerou uma extremamente alta inflação de preços na Venezuela.  Para economias altamente estatizadas, a desvalorização de uma moeda no mercado paralelo é o mensurador que melhor estima o real valor dessa moeda.  Com este mensurador, é possível inferir que a inflação de preços "reprimida" na Venezuela está atualmente nos três dígitos, alcançando o estonteante valor anual de 297%.
O governo reagiu exatamente como todos os governos populistas reagem aos aumentos de preços causados por suas próprias políticas: impondo controle de preços cada vez mais rígidos.  Obviamente, estas políticas não apenas fracassaram completamente, como geraram um grande desabastecimento nos supermercados e uma constrangedora escassez de vários produtos essenciais, como papel higiênico. 
De fato, o próprio Banco Central da Venezuela, aproximadamente 22,4% de todos os bens existentes no mercado simplesmente não mais estão disponíveis nas lojas e nos supermercados da Venezuela. 
Apesar dos congelamentos de preços e da escassez, nada foi feito para atacar a causa básica das aflições inflacionárias da Venezuela, que é o descontrole da oferta monetária ( impressão de dinheiro e crédito).
O governo Maduro reagiu a tudo isso recorrendo exatamente às mesmas táticas empregadas por outros regimes totalitários e com moedas destroçadas.  Do Zimbábue de Robert Mugabe à Coréia do Norte atual e porque não do Brasil do PT, o manual é simples: negar e enganar.alguma semelhança com o Brasil e seus cúmplices na mídia ?
Com efeito, vejo no Financial Times em editorial diz: "Como eles acreditam nisso"? Mas a resposta é cristalina: os censores venezuelanos são muito eficazes.  Talvez não tanto quanto os censores chineses, mas ainda assim eficazes.  Os jornalistas lotados em Caracas dizem que as agências de notícias já fazem voluntariamente todo o trabalho de auto-censura em prol do governo, pois querem evitar que seus jornalistas em Caracas sejam expulsos do país.
O problema é que, ao menos na Venezuela, tais políticas não são novidade nenhuma.  Há anos o governo controla os preços de vários bens.  Por exemplo, o preço do galão da gasolina prêmio está congelado em US$0,058, o que faz com que um galão de gasolina seja mais barato que um galão de água potável em Caracas.
Além da escassez, controles de preços podem levar a consequências políticas não imaginadas.  Uma vez que os controles de preços são implementados, é muito difícil revogá-los sem que isso gere inquietação popular, quando Carlos Andres Perez um liberal cristão tentou revogar o congelamento o povo venezuelano reagiu querendo molezinhas subsidiadas.
Embora o congelamento mantenha os preços dos bens em níveis ostensivamente baixos no mercado oficial, eles inevitavelmente geram prateleiras vazias, privando vários consumidores de ter acesso a bens essenciais.  Controle de preços em conjunto com uma regulação da margem de lucro não pode gerar outra coisa senão o desabastecimento.
O governo venezuelano alega que a alta inflação de preços e o desabastecimento generalizado de produtos básicos são resultado tanto de uma "guerra econômica" feita pelos EUA quanto de maquinações maquiavélicas da "classe burguesa parasítica" da Venezuela.  Por isso, Maduro começou a mobilizar suas tropas contra estes "inimigos" e passou a encarcerar todos os comerciantes que pudessem ser enquadrados no crime de "usura" e "extorsão". ou seja  mais um entre tantos insanos nascido neste continente?
Essa escolha entre preço "justo" e encarceramento é agora a norma para os empreendedores da Venezuela.  Herbert Garcia, um funcionário socialista chefe do Alto Comissariado para a Defesa Popular da Economia, disse a seguinte sandice "Temos de garantir que todas as pessoas tenham uma TV de plasma e uma geladeira de última geração".
Comprovando sua ignorância econômica, Maduro disse que o Banco Central venezuelano tem de estar mais atento às maquinações dos empresários do país e divagou: "Se estamos baixando os preços dos produtos em quase 100%, isso deveria impactar a taxa de inflação, não?"  É claro que não burro latino.  Enquanto o Banco Central continuar criando dinheiro para financiar o governo, a inflação de preços continuará subindo.  E ao ativamente estimular os saques aos comerciantes, o governo está deliberadamente desestabilizando a sociedade venezuelana , os latinos se suicidam nas urnas iludidos por promessas de conforto sem esforço da nisso.povos burros.
                                                                                                                      

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

A sensatez presente nos liberais e ausente nos socialistas.

                                                                              
                                                                           

A sensatez presente nos liberais e ausente nos socialistas

O Brasil enfrenta uma grave crise econômica, refletida no recente rebaixamento de sua nota de crédito. A progressiva desaceleração da economia nos últimos quatro anos se transformou em uma profunda recessão. Desde 2011, interrompeu-se a redução na desigualdade de renda e a melhoria na qualidade de vida das famílias mais pobres, observadas durante a década de 2000. A piora da economia ameaça reverter os avanços sociais dos últimos 20 anos. 
A crise econômica tem como contraparte a crise política. Diversos projetos aprovados no Congresso minaram o ajuste fiscal. Os severos problemas financeiros e criminais nas empresas estatais adicionam injúria ao grave momento do País.
Para além dos problemas fiscais de curto prazo, agravados pela gestão da política econômica nos últimos anos, o Brasil tem um problema estrutural de crescimento das despesas públicas e de estagnação da produtividade. Se essas questões não forem resolvidas, não haverá como retomar o crescimento em bases sustentáveis.
Os problemas que o Brasil enfrenta hoje decorrem da incapacidade do País em reconhecer seus limites e de fazer escolhas, buscando acomodar as demandas dos diferentes grupos sociais que, quando agregadas, ultrapassam os recursos públicos ( impostos pagos por todos) disponíveis. Agravando o quadro, as regras existentes conduzem a um crescimento das despesas públicas maior que o crescimento da renda nacional no longo prazo. A questão central para o País não é um eventual ajuste fiscal de curto prazo. Se a trajetória de aumento das despesas não for revertida e a produtividade não aumentar, teremos uma economia com baixo crescimento, recorrente pressão inflacionária, juros elevados e a necessidade de aumento contínuo da carga tributária para evitar a insolvência no pagamento da dívida pública. Essa trajetória é insustentável.
Este artigo propõe medidas voltadas para a superação do impasse econômico, estando organizado em dois blocos: sustentabilidade fiscal e aumento da produtividade. 


1. Sustentabilidade fiscal
A crise fiscal não é recente nem passageira. Desde 1991, as despesas públicas têm crescido mais do que o PIB, passando de 11% para 19% do PIB em 2015, sendo que mais de dois terços desse crescimento deveu-se ao aumento das despesas da previdência e assistência social (gráfico 1). 
Essa trajetória é agravada pelo aumento, em períodos de crescimento econômico, de despesas vinculadas à receita, como saúde e educação, que não podem ser ajustadas em períodos de desaceleração. O mesmo ocorre com os gastos com pessoal: a contratação de funcionários e os aumentos de salários em períodos de expansão não têm como contrapartida a sua redução em momentos de crise. Atualmente, cerca de 90% do Orçamento federal não pode ser ajustado em decorrência de restrições legais (ver tabela 1).
A situação é semelhante nos Estados e municípios. De cada R$ 100,00 arrecadados de ICMS em um Estado típico, R$ 62,50 já estão vinculados a alguma despesa e, do que resta, a maior parte destina-se a despesas de pessoal.
O ajuste das contas públicas em períodos de retração econômica acaba inevitavelmente sendo feito por aumento de tributos e corte dos investimentos. De 1991 a 2015, a carga tributária brasileira passou de 24% para 34% do PIB (gráfico 2), sendo entre 5 a 15 pontos porcentuais superior à da maioria dos países emergentes. 
Na década de 2000, a arrecadação tributária teve um crescimento excepcional, sobretudo em decorrência da alta do preço das commodities e do processo de formalização do mercado de trabalho, o que permitiu acomodar a expansão das despesas. Esse ciclo, porém, encerrou-se.
Parte do aumento das despesas nos últimos anos beneficiou a população de menor renda, como é o caso do Bolsa Família e da universalização do acesso à educação fundamental. Porém, muitos dos benefícios concedidos pelo setor público, e ampliados nos últimos anos são destinados a grupos com renda entre os 10% mais ricos, agravando a desigualdade em vez de reduzi-la, além de serem insustentáveis no longo prazo. Esse é o caso das aposentadorias precoces para pessoas com pouco mais de 50 anos, que beneficia a classe média alta urbana, e do crédito subsidiado a empresas selecionadas. Gasta-se com benefícios individuais e relegam-se as políticas que geram benefício coletivo, como é o caso do investimento em infraestrutura, que não ultrapassa 2% do PIB.
O ajuste das contas públicas requer que a sua gestão seja compatível com o crescimento do País, com um nível aceitável para a carga tributária e a sustentabilidade da relação dívida/PIB, o que implica: (i) reduzir a rigidez e o caráter pró-cíclico das despesas públicas; (ii) rever as regras de concessão de benefícios previdenciários e assistenciais; (iii) reforçar as regras e instituições de responsabilidade fiscal. 

Redução da rigidez e do caráter pró-cíclico do gasto. As regras de vinculação do gasto devem ser reformuladas de modo a permitir que parte das receitas auferidas em períodos de crescimento seja poupada para financiar as despesas nos momentos de retração. As vinculações de receita poderiam ser calculadas tendo por base a receita média de vários anos, permitindo diluir as flutuações cíclicas, ou, ainda, substituídas por um critério de valor mínimo, como o gasto do ano anterior, corrigido pela inflação. A meta de resultado primário para a União deveria ser ajustada pelo ciclo econômico, enquanto, para Estados e municípios, deveria ser exigida uma amortização maior da dívida na fase de crescimento, de forma a permitir o aumento da dívida em períodos de desaceleração.

Previdência e assistência. As despesas com benefícios previdenciários e assistenciais correspondem a mais da metade das despesas primárias federais, com uma trajetória de crescimento insustentável nos próximos anos, em decorrência do envelhecimento da população e do aumento real do salário mínimo. 
Para reverter essa trajetória é preciso, em primeiro lugar, substituir progressivamente o atual regime de aposentadoria por tempo de contribuição (no qual os homens se aposentam em média com 55 anos e as mulheres, com 52 anos) por um regime em que se exija uma idade mínima de aposentadoria, a exemplo do que fazem os demais países (ver tabela 2). 
Em segundo lugar, é preciso completar a mudança do regime de pensões por morte, iniciada este ano, estabelecendo que as pensões devem ser reduzidas à medida que diminua o número de pessoas dependentes da pensão, seguindo o padrão internacional.
Por fim, deve-se estabelecer uma distinção entre os benefícios previdenciários - cujo valor deve ser proporcional às contribuições realizadas - e os assistenciais, que devem ser desvinculados do salário mínimo e concedidos para pessoas com idade mais elevada que a da aposentadoria por contribuição. Não se deve conceder benefícios assistenciais equivalentes ou melhores que os benefícios previdenciários, sob pena de desestimular a contribuição. 
O Brasil pode garantir renda mínima aos idosos, incluindo quem não pode contribuir para a previdência, mas não deve conceder benefícios assistenciais cujo custo é insustentável no longo prazo. Não se trata de revogar direitos adquiridos nem de fazer uma transição precipitada, mas sim de corrigir distorções que têm um elevado custo fiscal.

Regras e instituições de responsabilidade fiscal. 
Depois de 15 anos da sua promulgação, ainda não foram regulamentados ou postos em prática dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), como, por exemplo, o art. 17, que estabelece a exigência de fontes de financiamento adequadas como precondição à criação de novas despesas obrigatórias de caráter continuado. Nos últimos anos, diversas medidas com impacto fiscal no longo prazo foram tomadas sem a contrapartida de recursos - como, por exemplo, a aprovação pelo Congresso da regra 85/95 para a previdência ou a ampliação de créditos do BNDES, cujos subsídios deverão custar R$ 184 bilhões ao Tesouro nas próximas décadas. 
Deve-se, igualmente, implantar o Conselho de Gestão Fiscal (CGF) com um número menor de conselheiros que o previsto na LRF, para torná-lo operacional. O CGF tem como objetivo padronizar os critérios de contabilidade pública para os diversos entes da Federação. Se já estivesse em funcionamento, teria evitado diversas manobras contábeis que distorceram a análise das contas públicas, tanto da União (como no uso de bancos públicos para financiar o Tesouro), quanto dos Estados e municípios (via ocultação de despesa de pessoal ou cálculos criativos do resultado primário).
Cabe rever a legislação que regula o processo orçamentário, hoje consolidada na Lei n.º 4.320/1964, aperfeiçoando, sobretudo, os métodos de estimação da receita, usualmente superestimada, e das regras de execução da despesa - geradora recorrente de crescentes restos a pagar. Adicionalmente, deve-se criar uma entidade fiscal independente - como existe em vários países - com a atribuição de fazer projeções de receitas, despesas e dívida pública, e avaliar tanto a consistência fiscal do orçamento, quanto das políticas públicas que exijam elevados gastos por muitos anos.
Os limites de despesa de pessoal e endividamento para Estados e municípios deveriam ser revistos, de modo a torná-los mais compatíveis com a trajetória de longo prazo das contas públicas, e menos determinados pelo comportamento de curto prazo da arrecadação. Além disso, deveria ser instituído um limite para o endividamento da União.
Por fim, caberia regulamentar o direito de greve no setor público, previsto na Constituição. A estabilidade no emprego e a não responsabilização por greves abusivas ou pela interrupção inclusive de serviços essenciais tem resultado em longas e sucessivas paralisações, permitindo aumentos reais de remuneração incompatíveis com a realidade fiscal e com as remunerações praticadas no setor privado e em países com grau semelhante de desenvolvimento.

2. Aumento de Produtividade
A produtividade da economia brasileira estagnou após 2010, depois de uma década com crescimento semelhante ao observado nas principais economias. O pior desempenho externo contribuiu para a nossa desaceleração. Entretanto, o retrocesso observado no Brasil, significativamente maior do que nos demais emergentes, decorre igualmente de causas domésticas. 
A complexidade do sistema tributário - caracterizado pela multiplicidade de regras e benefícios concedidos discricionariamente - resulta em uma organização ineficiente da produção, em alto custo de cumprimento da lei para as empresas e em impressionante volume de litígio tributário. 
O crescimento também vem sendo prejudicado por políticas de proteção setorial, favorecendo empresas ou setores selecionados, quase sempre sem metas de desempenho, e escassa avaliação do custo de oportunidade dos recursos alocados. Esses benefícios - como a concessão de empréstimos subsidiados, reserva de mercado e incentivos tributários - destinam recursos a setores ineficientes ou que não precisam de proteção pública, prejudicando a produtividade dos setores à frente na cadeia produtiva. As regras de conteúdo nacional que protegem a indústria naval, por exemplo, implicam maiores custos para a produção de petróleo.
As políticas de proteção setorial podem ser eficazes em casos específicos, desde que resultem em ganhos sustentáveis de produtividade, e não apenas permitam a sobrevivência de empresas ineficientes.
O excesso de regulação e os elevados custos de contratação e demissão de trabalhadores induzem uma organização pouco eficiente das empresas e prejudicam a produtividade. Paradoxalmente, a legislação e o ativismo do judiciário, que têm a intenção de proteger o trabalhador, terminam por prejudicar a geração de empregos de maior qualidade e estimular o comportamento oportunista, de empresas e trabalhadores, que resulta em informalidade, alta rotatividade e baixa produtividade. 
A produtividade do trabalho é, adicionalmente, prejudicada pela baixa qualidade da educação. O gasto do governo federal em educação cresceu 285% acima da inflação entre 2004 e 2014, mas não foi acompanhado pelo aumento dos indicadores de aprendizado, o que sugere a necessidade de melhora na gestão e na disseminação das melhores práticas de ensino.
Por fim, o crescimento da produtividade é prejudicado pela infraestrutura deficiente e onerosa para seus usuários. Os problemas decorrem do baixo investimento público, da falta de planejamento adequado, assim como da regulação ineficaz, caracterizada por agências reguladoras enfraquecidas e sem governança adequada que permita uma negociação mais eficaz dos conflitos e maior previsibilidade para a execução dos projetos.
A agenda para a melhora da produtividade é extensa. Neste artigo, concentramo-nos em três linhas de ação: (i) transparência e governança, (ii) competição, e (iii) simplificação e isonomia.

Transparência e governança. As deficiências de governança e a falta de transparência do poder público contribuem para a ineficiência do País, além de aumentar o custo das políticas públicas. Para superar essas deficiências, sugerimos um conjunto de iniciativas.
Em primeiro lugar, toda política pública deveria estar submetida à avaliação de resultados, que ampliaria o debate democrático sobre suas prioridades e seus custos, e deveria ser extensiva a todos os destinos de recursos públicos: programas previstos no Orçamento, benefícios tributários, concessão de créditos subsidiados por bancos públicos e políticas de proteção setorial.

Competição. Existe uma vasta literatura acadêmica documentando a relevância de um ambiente favorável à competição para o crescimento da produtividade. No caso do Brasil, diversos trabalhos estimam o efeito positivo da abertura comercial dos anos 90 sobre o aumento da produtividade, assim como o impacto negativo das políticas de proteção adotadas desde meados da década passada. 
É preciso abrir mais a economia, se possível no âmbito de acordos bilaterais ou multilaterais. A redução de tarifas de importação pode ser feita de forma progressiva, permitindo-se o ajuste das empresas locais. Isso permitiria o maior acesso a insumos e bens de capital mais eficientes, aumentando a produtividade, estimulando o aumento do investimento e a expansão da produção.
Deve-se, igualmente, rever toda a estrutura de reservas de mercado, que prejudicam a concorrência e a expansão da produção. A não ser em situações excepcionais, e que precisam ser demonstradas, a proteção a empresas domésticas - como a obrigatoriedade de a Petrobrás ser operadora única e ter participação mínima de 30% nos campos do pré-sal e a preferência concedida a empresas nacionais nas licitações públicas - tem impactos negativos sobre os preços e a produtividade, beneficiando apenas grupos específicos, em detrimento do interesse geral. 

Simplificação e isonomia. A complexidade, ineficiência e ambiguidade do sistema tributário brasileiro têm consequências negativas sobre a produtividade e o crescimento. As regras existentes permitem que empresas ou produtos semelhantes sejam tributados desigualmente, induzindo uma organização ineficiente do setor produtivo. Além disso, a multiplicidade de regras coexiste com incerteza sobre as regras aplicáveis, resultando em imenso contencioso tributário e em elevado custo de observância da lei pelas empresas. 
Daí a necessidade de se buscar simplificação e isonomia, sendo propostas três mudanças nessa direção.
A primeira diz respeito à tributação de bens e serviços. A maioria dos países adota um único imposto sobre o valor adicionado (IVA), com base ampla, uma ou poucas alíquotas e possibilidade de dedução do imposto incidente em todas as aquisições das empresas. Já o Brasil possui uma multiplicidade de tributos (ICMS, IPI, PIS/Cofins e ISS), com bases fragmentadas, legislação complexa, restrições ao crédito tributário e uma profusão de alíquotas e regimes especiais.
Deve-se ter como meta simplificar e aproximar os tributos sobre bens e serviços do modelo do IVA, substituindo os atuais por um ou, no máximo, dois tributos sobre o valor adicionado (um federal e outro subnacional, cobrado no destino), além de um tributo seletivo (sobre fumo, bebidas etc.).

A boa gestão pública requer disciplina fiscal, transparência e a avaliação dos resultados sobre os benefícios concedidos. Dessa forma, pode-se deliberar sobre as escolhas públicas, as políticas a serem preservadas e as que devem ser revistas. A proteção dos grupos sociais mais frágeis é importante, mas precisa caber nas possibilidades do País. A transferência de renda para os mais ricos é injustificável. 
A crise atual impõe escolhas difíceis. Postergá-las apenas tornará ainda mais custoso o ajuste das contas públicas. A alternativa ao ajuste é o agravamento da crise e o retrocesso econômico.
                                                                       


domingo, 29 de novembro de 2015

O Brasil e o capitalismo de quadrilha


                                       


Esse capitalismo de quadrilhas, comparsas, gangues, máfias, laços ou companheiros, assume variadas vestimentas ideológicas no Brasil mais um dos sintomas de nosso atraso como civilização."

Ex-presidente do Banco Central (1997-1998) no governo de Fernando Henrique Cardoso e sócio da Rio Bravo Investimentos, o economista Gustavo Franco vê a crise econômica como consequência de o governo ter feito “absolutamente tudo errado” nos últimos anos. Se feito a fundo, o ajuste fiscal não terá como poupar nem mesmo programas de transferência de renda. “Tem de ter espírito livre para analisar o todo.” Segundo o economista, tanto o governo quanto o Congresso se escondem da responsabilidade de fazer escolhas para ter um Orçamento equilibrado, jogando a responsabilidade sobre o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Franco também atribui a crise à corrupção e ao que chama de “capitalismo de quadrilha”. Para ele, o modelo econômico apoiado em um Estado gastador se transformou “em veneno”.

Qual foi a origem da crise e como ela contribuiu com a piora das contas públicas?

Gustavo Franco – Não há uma causa simples. De forma ampla, é a falência de um modelo de política econômica que prevaleceu a partir de 2008 e que é mãe de todos esses males. A crise nas contas públicas tem a ver com corrupção, com o capitalismo de compadrio, que prefiro chamar de capitalismo de quadrilha. É como se as autoridades quisessem confrontar cada pressuposto de boa política econômica. Parecem estar tentando nos convencer, o tempo todo, que o capitalismo não funciona. Obviamente, isso fracassou.

desenvolvimentistas que defendem que se aumentem agora o gasto e o investimento público, a fim de acelerar a economia. Isso voltaria na forma de arrecadação. Essa receita funcionaria em algum momento? Funcionaria agora?

Franco – Há situações na economia em que o aumento de gasto público é um remédio, e outras em que é veneno, como agora. Algumas pessoas repetem esse samba de uma nota só. É uma tolice. O único remédio que eles sabem usar foi utilizado em excesso e agora virou tóxico.

É possível consertar o tripé econômico baseado em metas de inflação, rigor fiscal e câmbio flutuante?
Franco – Dá para consertar. Nada condena o Brasil a dar errado, mas também nada nos condena a dar certo. O que ocorreu foi que o governo fez tudo errado a partir de 2008, absolutamente tudo, e estamos pagando o preço disso.


A inflação deve chegar ao fim de 2015 em 9%, o dobro do centro da meta. Por que ela resiste num nível tão alto, mesmo com juros elevados e recessão?

Franco – A perda do poder de compra da moeda é reflexo também da conjuntura ruim. Se não fosse a explosão na taxa de câmbio, talvez o número fosse menor. Mas a inflação reflete uma percepção mais ampla sobre o crédito público, sobre a credibilidade do governo de tomar dinheiro emprestado e de sua sustentabilidade financeira. É fácil ver que o crédito público só fez piorar.

 "Se o barco afundar, vai faltar boia para todo mundo"

Como é possível aprovar as medidas necessárias ao ajuste fiscal diante da crise política? A presidente conseguirá retomar esse protagonismo?

Franco – Acho difícil. Os temas políticos centrais são o impeachment da presidente da República e a situação do presidente da Câmara. A política paralisou a capacidade do Brasil de tomar decisões, e isso aumenta qualquer crise. Nossa baixa capacidade de lidar com a crise é incompatível com o tamanho do desafio. É um paramédico na calçada tratando de paciente com doença grave. Evita o óbito, mas não resolve nada. Será uma lástima termos mais três anos de atraso.

"A Petrobras privatiza, tenta reduzir a dívida, corta custos. Por que o governo não faz o mesmo?"

Diante do desgaste, o que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, pode fazer para contribuir com a saída da crise?

Franco – Pouco. Propostas como a recriação da CPMF revelam que as pretensões são modestas. Não há espaço para a formulação, nem coordenação política para oferecer alguma coisa que reduza despesas ou a dívida pública, ou ainda privatizar. Ele tem papel de racionalidade, em uma equipe que não tem nenhuma. Seu colega ministro do Planejamento (Nelson Barbosa) é o mesmo das pedaladas ( fraudes contábeis na esfera pública), de tudo o que deu errado.

Quais as consequências, para a economia, do antagonismo entre Barbosa e Levy?

Franco – No passado, muitos presidentes tiveram um (ministro) gastador e outro controlador  Um prevalece, mas o outro é uma espécie de consciência crítica. Há também o fato de Barbosa permanecer para conduzir a defesa das pedaladas fiscais, no Congresso. A presidente não pode abandonar essa culpa, então está lá o Barbosa, por uma segunda razão.

Antonio Delfim Netto: “A Dilma tem de montar seu governo de novo”

A fritura de Levy pelo PT piora a crise?

Franco – O PT frita até seus próprios líderes. Neste momento em que é preciso uma autocrítica do que deu errado – a conversa de política anticíclica e de nova matriz econômica, que é o modelo econômico deles –, eles se contorcem para fazer com que a culpa seja do Levy, que acabou de chegar.

Se o Levy deixar o governo, o que o senhor acha que deve acontecer?

Franco – É grande o risco de outras agências de risco tirarem o grau de investimento do Brasil, assim como fez a Standard & Poor’s. Faltou percepção política à presidente de que o Levy tinha de crescer e ocupar novos espaços no governo.

E se o Barbosa suceder a Levy?

Franco – Se o líder da política econômica for de perfil gastador, sem um ortodoxo na equipe, voltaremos à era Mantega. A queda do ministro e sua substituição por alguém de perfil diferente vai repercutir negativamente nos mercados.

 Joaquim Levy, o ministro rebaixado

Se reformas avançarem no Congresso e o ajuste for concluído, em quanto tempo se retoma o crescimento?

Franco – Desde que o Brasil venceu a hiperinflação, há 20 anos, estamos nessa conversa. A urgência de combatê-la trouxe impulso político para importantes reformas na economia. Quando Lula assumiu ( com o apoio de um eleitora desinformado e inconsequente), foi decretado o fim das reformas. Foi um erro, porque, tal como nas empresas, os países precisam de constante esforço de inovação. Dá certo cansaço olhar o tempo que se perdeu. Talvez a crise seja o impulso que faltava. Mas não tem botão a apertar. Precisamos de um plano completo de coisas a reformar, com problemas difíceis que precisam de soluções difíceis. É o que falta. Já que vai ter uma Emenda Constitucional para a CPMF, por que não é possível fazer outra coisa do lado da despesa? Não consigo entender como, num Orçamento de R$ 1,2 trilhão, não se consiga cortar R$ 50 bilhões.

É possível ajustar as contas sem rever os gastos sociais e programas de transferência?

Franco – É preciso ter espírito livre para olhar tudo. Nada é incortável. Se o país não encarar isso de frente, vamos continuar num ambiente de paralisia, em que a inflação ou a dívida vão explodir. Chegamos à situação em que todos os itens do Orçamento são legítimos, só que isso soma algo acima da receita. Vai pegar programas sociais? Seguramente. Quando não se tem dinheiro nem capacidade de endividamento, tem de cortar. A sociedade deve se organizar para ter Orçamento equilibrado, transparente. A democracia é tão mais sólida economicamente quanto mais avançada forem suas instituições orçamentárias, inclusive para escolher prioridades.

>> A conta vai sobrar para você de novo

Qual é a participação da crise da Petrobras nos problemas econômicos do país?

Franco – Aquilo é uma miniatura do Brasil com todos os vícios: arrogância, omissão, irresponsabilidade, corrupção, megalomania. O endividamento cresceu, a perda de valor foi de US$ 200 bilhões. Cada centavo disso é culpa de Dilma e Lula. A empresa confessou em balanço auditado ter pagado R$ 6 bilhões em propina. Isso não está desligado do modus operandi da política econômica. Ela também está mostrando o caminho, fazendo privatização, tentando reduzir sua dívida, cortando custo. Por que o governo não faz o mesmo?

O senhor, como gestor de ativos, vê boas oportunidades de investimento no Brasil?

Franco – Existe um acervo de possibilidades em infraestrutura. O governo afasta o investidor ao impor restrições regulatórias ou regras hostis à rentabilidade, como se fosse proibido ganhar dinheiro. É preciso rever essa postura.