quinta-feira, 19 de novembro de 2015

O governo pode sim destruir a economia de um país.

                                                                               



O PT e seus aliados não aprendem com a história.

A exceção daquelas nações que adotaram o comunismo, é difícil encontrar um exemplo de país cuja economia tenha sido mais espetacularmente destruída pelo seu governo do que a Argentina.
No início do século XX, a Argentina era o 10º país mais rico do mundo em termos per capita.  A expressão "tão rico quanto um argentino" era comum e frequentemente utilizada por aristocratas britânicos que tentavam casar suas filhas com argentinos ricos.  Entre 1860 e 1930, o país enriqueceu acentuadamente em decorrência, entre outras coisas, da exploração das férteis terras dos pampas.  Os investimentos estrangeiros eram livres e diversificados, oriundos da França, da Alemanha, da Bélgica e, majoritariamente, da Grã-Bretanha.  Indústrias e ferrovias foram construídas com capital estrangeiro.  Os altos salários atraíram vários imigrantes, principalmente italianos, espanhóis, alemães e franceses alfabetizados ao contrario do Brasil.  Em 1899, após algumas décadas de instabilidade financeira e bancária, o país retornou ao padrão-ouro e, durante 14 anos, cresceu a uma taxa anual de 7,7%.
Durante as três primeiras décadas do século XX, a Argentina ultrapassou o Canadá e a Austrália não somente em termos de população, mas também em termos de renda total e renda per capita.  Nesta época, a famosa loja de departamentos Harrods, de Londres, abriu uma filial em Buenos Aires, sua única filial em todo o mundo.
A partir de 1930, no entanto, a coisa começou a degringolar.  Em termos macroeconômicos, a Argentina era, até então, um dos mais estáveis e sólidos países do mundo.  Mas o advento da Grande Depressão nos EUA, que afetou seriamente o comércio mundial — e as exportações argentinas —, alterou este equilíbrio.  Instabilidades políticas levaram a um golpe militar em 1930.  De 1930 até os anos 1980, houve uma sequência de governos populistas e juntas militares que se revezavam no poder.  Estes sucessivos governos, capitaneados pelas teorias de Raúl Prebisch um economista esquerdista, adotaram uma série de políticas protecionistas e de substituição de importações com o objetivo de alcançar a quimera da 'autossuficiência', um devaneio que ainda hoje excita praticamente todos os desenvolvimentistas (muitos deles estão em Brasília).
Oficialmente, esse experimento protecionista terminou em 1976, quando uma junta militar sob o comando de Jorge Rafael Videla decidiu abrir um pouco a economia.  Obviamente, acostumadas a décadas de protecionismo, várias indústrias argentinas sucumbiram perante a concorrência externa o que ira acontecer por aqui claro já que os preguiçosos industriais caiapós correm para Brasília solicitando nossos impostos como forma de proteção, o que fez com que o governo assumisse suas dívidas.  Em paralelo a este setor industrial ineficiente, os gastos governamentais em total descontrole (financiados pela simples impressão de dinheiro) e várias medidas populistas de aumentos salariais levaram a uma crônica inflação de preços, que chegou a 800% ao ano.

Taxa de inflação de preços anual, 1976-1983

Em decorrência desta escalada inflacionária, o governo Alfonsín criou, em junho de 1985, uma nova moeda, o austral (a primeira moeda argentina que não tinha o peso em seu nome).  Mas a criação da nova moeda — plano este, aliás, que serviu de inspiração ao Plano Cruzado — foi feita daquela maneira tipicamente heterodoxa: o governo simplesmente cortou zeros, congelou preços das tarifas públicas e da cesta básica, e controlou rigidamente os salários do setor privado.  No primeiro momento, exatamente como também ocorreu com o Plano Cruzado, os preços ficaram sob controle e a popularidade do governo disparou.

Na melhor fase do plano, a inflação de preços ficou em "apenas" 50% ao ano.  Porém, e obviamente, o governo em momento algum abriu mão de continuar imprimindo dinheiro e, assim que os preços começaram a ser descongelados, tudo voltou a ser como era antes.  Para complicar, como o governo havia contraído várias dívidas perante o FMI, ele também recorria à impressão de austrais para comprar dólares.

O resultado desta vez não foi apenas uma típica inflação latino-americana, mas sim uma hiperinflação que chegou a 200% ao mês (julho de 1989) e encerrou o ano totalizando 5.000%.  Quando os preços dos serviços de utilidade pública dispararam e os argentinos foram para as ruas saquear supermercados (maio e junho de 1989), Alfonsín renunciou.
A era Menem
Reformas
Eleito para assumir o poder dezembro de 1989, a posse de Carlos Menem foi antecipada para julho por causa da baderna em que estava o país.  Quando Menem assumiu a presidência, os gastos públicos estavam em 36% do PIB e o déficit orçamentário do governo era de 7,6% do PIB.
Em 17 de agosto de 1989, foi aprovada a Ley de Reforma del Estado, que deu a Menem a autoridade para efetuar várias reformas econômicas que ajudassem a acabar com a hiperinflação.  As principais reformas foram o descongelamento seguido da liberdade de preços, a abertura da economia ao comércio internacional, aos investimentos estrangeiros e ao fluxo de capitais, a reorganização do sistema tributário, a redução da burocracia e a privatização de várias estatais — a telefônica Entel, a companhia aérea Aerolíneas Argentinas, vários trechos rodoviários, vários canais de televisão, algumas redes ferroviárias, a petrolífera YPF (Yacimientos Petrolíferos Fiscales, cuja privatização só foi completada em 1999), e a empresa de gás natural Gas del Estado.

Como de praxe nos latinos, várias privatizações foram feitas às pressas — pois o governo estava desesperado por recursos —, o que gerou vários esquemas de favorecimento, irregularidades e corrupção.

Após chegar ao insano valor anual de 20.000% em março de 1990, a inflação terminou o ano em 1.344%
Mas foi em abril de 1991 — sob o comando do ministro da economia Domingo Cavallo — que a principal e decisiva medida econômica foi adotada: a reforma monetária que culminaria na substituição do austral pelo peso.  Mas o peso não seria uma nova moeda qualquer: ele seria inflexivelmente igual a um dólar, valor este irrevogável e fixado por lei.  Esse regime monetário argentino passou a ser chamado de regime de conversibilidade.
O programa de conversibilidade foi implantado em duas etapas.  Na primeira etapa, em abril de 1991, o Banco Central argentino passou a funcionar como se fosse um Currency Board.
O que vem a ser Currency Board ?

Para o leigo, o termo soa esquisito, mas realmente não existe tradução definitiva para o português.  Alguns traduzem como Caixa de Conversão ou Agência de Conversão; outros traduzem como Conselho da Moeda.

Apesar da ausência de um termo nacional, um Currency Board é um dos arranjos monetários mais antigos e tradicionais do mundo, perdendo apenas para o padrão-ouro.  Aliás, era comum que o país que adotasse o padrão-ouro o fizesse por meio de um Currency Board.  O Brasil operou um Currency Board no início do século XX, durante um de nossos efêmeros experimentos com o padrão-ouro.  O padrão-ouro da Argentina, que durou até 1929, também se deu sob um Currency Board.
Hong Kong opera um Currency Board desde 1983.  Vários outros pequenos países utilizam exitosamente um Currency Board, entre eles Lituânia, Bulgária, Bósnia e Herzegovina, as Ilhas Fakland, Gibraltar e Santa Helena.  A Estônia operou um Currency Board de 1992 até janeiro de 2011, quando resolveu adotar integralmente o euro.

O princípio de operação de um Currency Board é bastante simples e, quando obedecido ortodoxamente, muito eficaz.  O Currency Board é o arranjo que se implementa quando se quer adotar uma genuína "âncora cambial", o que faz com que a moeda de um país se torne um mero substituto de uma moeda estrangeira.  A única função de um Currency Board é trocar moeda nacional (que ele próprio emite) por moeda estrangeira, e vice versa, a uma taxa fixa.

No caso específico da Argentina, o Currency Board tinha a função de trocar, sem custo e sem demora, 1 peso por 1 dólar e 1 dólar por 1 peso.  Para cada dólar que entrasse no país, o Currency Board emitiria um peso argentino em troca desse dólar.  A operação inversa ocorreria no caso de uma saída de dólar (peso argentino seria entregue ao Currency Board que, em troca, enviaria o dólar para o destinatário estrangeiro).

Ao agir assim, a taxa de câmbio está irremediavelmente fixa.  Se você quisesse vender 1 dólar por um valor maior do que 1 peso para outra pessoa, esta preferiria simplesmente ir ao Currency Board e lá trocaria 1 peso por 1 dólar.  Ou seja, tal artifício é totalmente eficaz em realmente fixar a taxa de câmbio.

Neste sistema, como a moeda nacional está totalmente atrelada a uma moeda estrangeira, a variação da base monetária nacional se dá estritamente de acordo com o saldo do balanço de pagamentos (saldo da quantidade de moeda estrangeira que entra e sai da economia nacional).

Em sua forma ortodoxa, este sistema não permite a existência de um Banco Central, pois não deve haver nenhuma política monetária.  Trata-se de um sistema monetário totalmente passivo, em que a base monetária do país varia estritamente de acordo com as reservas internacionais.

Sendo assim, dado que a base monetária do país não pode ser maior do que a quantidade de reservas internacionais (no caso argentino, o dólar), ela varia de acordo com a quantidade de moeda estrangeira que entra e sai da economia em decorrência das transações internacionais do país.  Quando há um superávit nas transações internacionais, a base monetária doméstica aumenta; quando há um déficit, diminui.

Em tese, como a quantidade de dólares nas reservas internacionais é, por definição, igual ou superior à base monetária, é impossível haver qualquer ataque especulativo, pois seria impossível exaurir as reservas internacionais (a base monetária teria de ser toda mandada pra fora, algo por definição impossível).  Essa é a principal atratividade do sistema: ele dá segurança aos investidores estrangeiros, que deixam de temer uma súbita desvalorização da moeda nacional, o que causaria enorme prejuízo para eles quando fossem repatriar seus lucros.

Outra característica do Currency Board que ajuda a aumentar a confiança do investidor estrangeiro é o fato de que, ao contrário de um Banco Central convencional, um Currency Board não pode imprimir dinheiro à vontade; ele só imprime moeda nacional se receber um valor equivalente em moeda estrangeira.  Logo, um Currency Board não pode comprar ativos nacionais e nem títulos do governo; ele não faz política monetária.  Sendo assim, o governo não pode se financiar por meio da inflação monetária.  Isso obriga o governo a evitar déficits e a manter um orçamento equilibrado (caso contrário, ele terá de aumentar impostos ou se endividar, o que levaria a um aumento dos juros em toda a economia).O que esquerdistas em geral tem pavor

No entanto, ao mesmo tempo em que um Currency Board é extremamente eficiente quando implantando ortodoxamente, ele cobra severas punições quando seus pré-requisitos operacionais são desobedecidos.  E foi isso que a Argentina descobriu.


As consequências iniciais

Inicialmente, tanto o Banco Central argentino quanto o governo seguiram à risca a ortodoxia.  O BC de fato imprimia dinheiro estritamente de acordo com a variação de reservas internacionais, e o governo — agora sem poder se utilizar da inflação monetária — reduziu drasticamente seus déficits.

A inflação de preços, que havia sido de 1.344% em 1990, caiu para 84% em 1991, para 17,5% em 1992, para 7,4% em 1993, para 3,9% em 1994, para 1,6% em 1995 e, de 1996 até o final de 2001, a média foi de praticamente 0%.

Para um país assim como o Brasil que havia se acostumado a ter uma inflação de preços média maior do que 250% de 1970 até 1990, e que havia vivenciado valores de até 20.000% em 1990, a queda de preços foi extremamente rápida.

Já o governo conseguiu baixar o gasto público de 35,6% do PIB em 1989 para 27% do PIB em 1995.  Igualmente, o déficit fiscal saiu de 7,6% do PIB em 1989 para 2,3% em 1990 e, de 1991 até o final de 1994, ficou próximo de 0%.

As reservas internacionais, por sua vez, que estavam 3,81 bilhões no final de 1989, foram para 17,93 bilhões ao final de 1994.

O principal efeito desta política de abolição da inflação e de redução do estado foi a perceptível queda nos índices de pobreza.  Em outubro de 1989, o percentual de pessoas abaixo da linha de pobreza em Buenos Aires e adjacências era de 47,3%.  Em maio de 1994, tal valor já havia caído para 16,1%.

A crise do México de dezembro de 1994

As coisas vinham muito bem para a Argentina desde abril de 1991.  A economia estava crescendo robustamente e os preços eram invejavelmente estáveis.

Só que, em dezembro de 1994, a economia do México — cujo Banco Central adotava um sistema cambial heterodoxo, no qual a cotação do câmbio era diariamente manipulada — sofreu um ataque especulativo.  O governo desvalorizou subitamente o peso mexicano.  Essa súbita desvalorização gerou pânico nos investidores ao redor de todo o mundo, os quais, temerosos de terem seus investimentos desvalorizados, começaram a retirar seus capitais dos países emergentes.  (Esse fenômeno ficou conhecido como Efeito Tequila, e teve repercussões nos países emergentes, especialmente no Brasil.)

A Argentina não ficou imune, e um volume substantivo de capital estrangeiro foi retirado do país. 
O crédito encareceu.  O país entrou em recessão e o desemprego subiu.  A recessão diminuiu as receitas tributárias do governo; o aumento do desemprego aumentou os gastos sociais do governo.  A consequência inevitável desta redução na receita e deste aumento nos gastos foi que o governo voltou a apresentar déficits orçamentários.  E estes nunca mais voltariam a ser zero — o que significa que sua dívida não mais pararia de subir.

O problema do endividamento é que, quanto maior a dívida, maior o volume gasto com juros.  E quanto mais se gasta com juros, maior é o déficit fiscal.  E quanto maior o déficit fiscal, maior é a emissão de títulos da dívida para cobrir o déficit, o que aumenta o endividamento e reinicia o ciclo vicioso.

Não obstante essa explosão do endividamento do governo, a economia seguia estável e com inflação zero.  Após o susto de 1995, as reservas internacionais já haviam voltado a subir.

No segundo semestre de 1997, ocorreu a crise asiática, um tsunami que gerou fuga de capitais ao redor do mundo e súbitas desvalorizações no baht tailandês, no novo dólar taiwanês, na rúpia indonésia, no ringgit malaio, no won sul-coreano, no peso filipino e no dólar cingapuriano.  O dólar de Hong Kong, que opera sob um Currency Board, conseguiu manter sua taxa de câmbio intacta.  A Argentina, nesta crise específica, sofreu pouco.

Em agosto de 1998, a situação começou a ficar ruim.  A Rússia entrou em crise financeira e o governo russo anunciou uma forte desvalorização do rublo seguida de uma moratória. 
A situação se agrava em 1999.  Com a forte depreciação do real e de várias outras moedas, as importações de produtos argentinos por estes países caem.  Não bastasse a queda nas exportações argentinas, os preços dos produtos primários também caem fortemente no mercado mundial.  Como consequência, o setor exportador argentino encolhe.  (No entanto, ao contrário do que é dito, as importações de produtos estrangeiros pelos argentinos também diminuem, por causa da recessão.  Não foi um aumento nas importações, portanto, o que atrapalhou as empresas argentinas).


Ricardo López Murphy, economista liberal e honrado formado pela Universidade de Chicago, é nomeado e imediatamente anuncia seu programa de ajuste fiscal, o qual seria o melhor de todos: não haveria aumento de impostos, mas sim um profundo corte de gastos de 2 bilhões de pesos, inclusive para as áreas de saúde e educação de forma provisória.  Haveria também várias privatizações, inclusive da Casa da Moeda.
Obviamente, o anúncio de medidas tão "drásticas" gerou forte reação popular.  Vários membros do governo, contrários à nomeação de López Murphy, renunciam em protesto às suas medidas.  Sem apoio, López Murphy renuncia ao cargo no dia 19 de março, apenas 15 dias após ter sido nomeado.

Conclusão

Todo o desenrolar dos fatos deixa bem claro de quem é a culpa.  Qual entidade confisca o dinheiro das pessoas, aniquila toda a sua poupança e até mesmo estipula quantias máximas a serem utilizadas?  Qual entidade gera incertezas ao se mostrar incapaz de controlar seus gastos e de se adequar dentro de seu orçamento? O Estado oras, e os latinos ainda acham que quanto mais estado melhor.

Enquanto o governo foi capaz de manter um orçamento equilibrado e de seguir ortodoxamente as regras do Currency Board, a qualidade de vida da população aumentou substancialmente.
A partir do momento em que o governo não mais conseguiu manter seu orçamento equilibrado (a partir de 1995) e passou a aumentar sua dívida de forma contínua, gerando incertezas quanto à capacidade de financiamento e aumentando a propensão a um calote, a confiança no sistema começou a desaparecer.  Não obstante, tudo poderia ter sido revertido caso o governo houvesse feito a dolarização da economia em 1999.  Neste cenário, seria por definição impossível uma desvalorização e uma fuga de capitais.
No entanto, vale enfatizar o fato de que, não obstante o governo tenha destruído seu orçamento, elevado seus gastos, incorrido em vultosos déficits, se endividado e, no final, tenha adulterado os fundamentos básicos do Currency Board, tal sistema deu à Argentina, um país que há muito desconhecia o que era inflação baixa, um período de sete anos (1995-2001) de inflação praticamente nula, um atestado de sua qualidade.
O tamanho do estrago que um governo é capaz de fazer em uma economia é algo que jamais deve ser subestimado pela sociedade é um quadro muito semelhante ao que o PT fez com o Brasil.

Ricardo Lopez Murphy um liberal argentino honrado e as razões do fracasso do socialismo do século XXI

                                                                                      

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Que a esquerdas latino americanas, sofram muitas derrotas nas urnas.


                                                                                                   

Nós liberais desejamos muitas derrotas eleitorais as esquerdas latino americanas 



É com curiosidade que os liberais o esforço do PT para conciliar o seu passado de combate à corrupção com as denúncias de parlamentares e líderes do partido envolvidos no maior escândalo de corrupção pós ditadura no Brasil. Um partido que dois dos seus tesoureiros recentes foram condenados pela justiça já mostra muito bem qual foi o modus operandi de financiamento das campanhas eleitorais.
A esquerda Latino Americana está perdendo o apoio popular não por culpa de um suposto melhor programa da direita. Ao contrário. Muitas vezes, e infelizmente as ideias e teses da direita Latino Americana são tão ruins ou piores que as da esquerda.
Em uma região ainda marcada por índices de desigualdade excessivos no qual exemplos de privilégios para os ricos, típicos do capitalismo de compadres, ainda são abundantes, é difícil criticar politicas sociais sem antes quebrar o pacto da elite politica com a elite empresarial protegida da concorrência. No entanto, a esquerda Latino Americana longe de quebrar esse pacto o fortalece ( claro cobrando altíssimas comissões pela proteção) sob o mantra do desenvolvimentismo ou do fortalecimento da indústria nacional.
O grande aliado das politicas populistas dos governos Latino Americanos na primeira década do século XXI foi o boom de commodities, que teve por trás uma ditadura comunista que adora o capitalismo e que é invejada por vários “intelectuais” de esquerda e de direita que vêm na relação não transparente entre Estado e empresários um modelo de sucesso.
O boom de commodities acabou. A promessa do desenvolvimento fácil ( principal objetivo de um nativo do continente) cuja maior preocupação era decidir como será gasto o aumento constante da receita acima do crescimento do PIB evaporou-se. A forte desvalorização da nossa taxa de câmbio nos lembra todos os dias que produtos domésticos e importados são hoje mais caros e que pegar um avião para fazer compras em Miami não nos deixa mais ricos.
A sensação de “relativo empobrecimento” vai aumentar para muitos e a frustração com o que estava planejado poderá ter consequências imprevisíveis. Não levará necessariamente a boas escolhas eleitorais, mas é fato que o desejo por mudança hoje na América Latina parece passar pela punição dos partidos de esquerda que prometeram o desenvolvimento rápido e sem restrições, que colocaram o debate eleitoral de uma forma simplista entre os que são contra e os que são a favor dos pobres, como houvesse na sociedade um grupo de pessoas “do mal” que deseja a perpetuação da pobreza.
O modelo Latino Americano de desenvolvimento sustentável recente ligado ao suposto circulo virtuoso de gastar mais com pobres e ricos foi na verdade um circulo vicioso que não se sustentava sem o crescimento continuou da China e do resto do mundo. Alguns ingênuos achavam que políticos de esquerda que nasceram em famílias pobres, por terem vivido um período de carência e conhecer de perto a pobreza, teriam mais capacidade de promover o desenvolvimento sustentável. Mas bons governos resultam da construção história de boas instituições e não da história familiar da pobreza ou riqueza de políticos.
Assim, nós liberais vemos com alguma alegria a possibilidade de derrotas de partidos de esquerda nas eleições na América Latina neste e nos próximos anos. Vemos isso com certa felicidade porque será uma boa oportunidade para a reflexão e até para o nascimento (ainda incerto) de uma esquerda e a direita também porque não? Latino Americana mais responsável, que não tenha medo de avaliação de politicas públicas, que entenda o conceito de orçamento equilibrado, que não dê subsídios para os ricos e que promova um debate transparente sobre os prós e contras das diversas politicas publicas.
Aguardemos
                                                     

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Inflação: uma espécie de imposto que afeta mais os mais pobres

                                         



Inflação: uma espécie de imposto que afeta mais os mais pobres

A inflação de preços é a perda do poder de compra do dinheiro.

São muitos os fatores que elevam o preço de um produto ou serviço causando a tão indesejada inflação. Mas não há dúvida alguma que o governo é o principal responsável. Responsável por imprimir dinheiro sem lastro. Mais dinheiro disponível ( crédito ) sem oferta correspondente de produtos e serviços os preços sobem por haver muita procura e pouca oferta ( socialistas e esquerdistas não compreendem esta lei). A lógica é muito simples: se tenho menos produtos a vender que compradores interessados eu elevo o preço e lucro mais. Simples assim.
A solução é aumentar a oferta de produtos e serviços. Para isso a indústria precisa ser mais produtiva ou utilizar das importações para aumentar a oferta. Para ser mais produtiva ela precisa de trabalhador qualificado. Para haver trabalhador qualificado é preciso de educação de qualidade. Não temos educação de qualidade.
Uma solução contra a inflação é investir em educação. Mas o resultado não é imediato e pouco interessante como estratégia política. Falar de educação quando se está em campanha é uma boa estratégia, investir de fato quando eleito não. Por isso ouvimos muito do primeiro e vemos pouco do segundo.
Mas por que o governo imprime dinheiro sem lastro?
Teoricamente para investir em saúde, saneamento básico, moradia e na geração de emprego. Mas de fato isso ocorre apenas para garantir votos nas eleições.
Inflação: uma espécie de imposto que afeta mais os mais pobres
Imagine que você vá ao banco e faça um empréstimo; compre casa, mobilhe a casa, e compre um carro. Na visão de seus vizinhos você está bem de vida, afinal comprou casa, móveis e carro. Mas a verdade é que você não comprou e sim financiou pagando juro ( esta é a visão dos socialistas). O recomendável é poupar, investir e comprar à vista é a atitude mais saudável, porém menos vistosa. Quando se poupa diminui-se o consumo de hoje para se consumir mais no futuro. Também quanto mais pessoas estão dispostas a poupar deixando de consumir menor o preço dos produtos e serviços. É a mesma lógica que mostrei acima, só que invertida. Teremos menos pessoas demandando produtos, aí as lojas para atraírem mais compradores se veem obrigadas a reduzir preços.
Perceba que o governo gasta o que não tem para impressionar o cidadão ( principalmente os latinos vaidosos) e este votar nele. E isso inflaciona o país.
Mas os salários são corrigidos pela inflação!
É verdade.
E isto favorece os mais ricos e prejudica os mais pobres. Explico o porquê:
A inflação é uma média dos principais produtos consumidos pelos brasileiros. E a média sempre é burra. Os produtos que mais sobem de preço são os essenciais,os supérfluos tendem a subir com menor voracidade. Por não serem essenciais as pessoas deixam de compra-los e por isto eles sobem menos. Assim que o pobre é prejudicado. A inflação é a média, e os salários são corrigidos por esta média. Mas o que o pobre mais consome tem um aumento de preço acima da inflação e, portanto ele é mais prejudicado tendo seu poder de compra reduzido. Já o mais rico leva vantagem, pois também tem seu salário reajustado, mas sua inflação percebida é menor, pois os produtos essenciais representam uma fatia menor de sua renda e sobra mais dinheiro para o consumo de supérfluo e luxo.
Neste texto abordei apenas uma causa da inflação e o porquê de ela ser uma espécie de imposto ao pobre. Quando um governo gasta em excesso alegando ajudar os mais pobres é o mais puro engodo.por isso hoje 57 milhões de brasileiros tem o seu poder de consumo reduzido devido ao alto endividamento familiar.
Como afirmam os mais velhos, dinheiro não dá em árvore. Gastar o que não se tem causa dois problemas: se paga juro e gera-se inflação.

Este mecanismo nefasto funciona por um tempo. Assim como o financiamento de casa e carro ostenta uma falsa evolução da pessoa, pois em algum momento a conta tem que ser paga, caso contrário ela tem seu nome inserido nos serviços de proteção ao crédito sendo os bens reavidos pela financiadora. Com um país as consequências são semelhantes, ele perde prestígio, tem sua nota de bom pagador rebaixada, deixa de atrair investidores estrangeiros e entra em recessão. Aí meu amigo, a vaca vai para o brejo.
               Abaixo uma demonstração do que é o povo kaiapó.e seu coeficiente de descerebração
                                            Agora mais abaixo as razões reais da inflação
                                                                                   

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

A economia socialista é o reino do caos e da pobreza programada.

                                                       



O sistema do planejamento central é, simplesmente, o reino do caos e da pobreza programada. Não é possível, em nenhum plano analítico, estabelecer uma equivalência moral entre o capitalismo e a dita “economia” socialista.
Foi o liberalismo moderno, e não o Socialismo, que tirou as “massas” (como gostam os marxistas de dizer!) da pobreza, libertando-as de uma condição de penúria que, há poucos séculos, se julgava normal e humanamente inultrapassável.
Antes da Revolução Industrial, passava-se fome na Europa, as cidades não eram iluminadas, a higiene pública era precária e a esperança de vida, em muitos países hoje desenvolvidos, não chegava sequer aos 40 anos.
O pão de trigo era um “objeto” de luxo e o homem do povo, vergado por uma miséria secular, andava descalço. Roupas baratas e confortáveis? Não havia. O inverno era penoso e mortífero.
Pasta de dentes, escovas económicas de limpeza diária, tratamento bucal, nada disto existia.
O poderoso rei Luís XIV, dono da elegante França de então, tinha os dentes estragados e exalava como é óbvio, um mau hálito.
Se há uma coisa que o capitalismo liberal faz, e tem feito, com notável êxito, nos últimos 3 séculos, é ESPALHAR A PROSPERIDADE.
O capitalismo, democrático por definição, é uma inigualável fonte de progresso e bem-estar da maioria. Faz com que o conforto deixe de ser um privilégio dos nobres ou da realeza.
Só mesmo por crassa ignorância ou, de qualquer forma, por um ódio pueril e incurável à liberdade e aos benefícios advindos da empresa capitalista, cujo cerne é a “destruição criativa” de que falava Schumpeter.
O mercado é, sem qualquer dúvida, o mais poderoso instrumento de justiça social que a humanidade inventou até hoje.
Papaguear o estalinismo, como diria um Jean.Francois Revel, não nos leva a parte alguma. Pelo contrário.
No meu caso, só abracei a defesa da economia de mercado e da inerente liberdade de iniciativa quando, mediante uma honesta e demorada pesquisa, feita durante vários anos, percebi a sua superioridade (aliás imensa e incomparável!) relativamente ao fracassado socialismo totalitário, que, de Cuba à Coreia do Norte, só produziu miséria, atraso tecnológico e repressão política.
O socialismo é uma  sociedade amordaçada e policial, é sinónimo de opressão e decadência. O progresso social só existe quando se salvaguarda a Liberdade humana (composta de várias liberdades instrumentais), através das instituições do Estado de direito e do chamado “governo representativo”, legítimo e prestador de contas. 
A propriedade privada e a autonomia individual são a mola inconcussa da Riqueza das Nações. Eis o "governo das leis", por oposição à arbitrariedade do Príncipe.
O progresso social só existe quando se salvaguarda a Liberdade humana (composta de várias liberdades instrumentais), através das instituições do Estado de direito e do chamado “governo representativo”, legítimo e prestador de contas.
A propriedade privada e a autonomia individual são a mola inconcussa da Riqueza das Nações. Eis o "governo das leis", por oposição à arbitrariedade do Príncipe.
Não há outra via, desenganem-se os utópicos de meia tigela. Mas é preciso pesquisar e compreender porquê, desfazendo, assim, as falsas ilusões de outrora e os equívocos ideológicos.
As três condições essenciais do progresso são, ainda hoje, aquelas que Adam Smith identificou em 1755: paz social, impostos leves e uma boa administração da justiça.
Os POBRES fogem, aos milhares, de Cuba para Miami [não conheço nem 1 só norte-americano que tenha feito o percurso inverso; vocês conhecem?
                                                                               


terça-feira, 3 de novembro de 2015

Agora a descerebração do brasileiro esta completa com o Globo Play


                                                                            
                         A imbecilização do Brasil
O espetáculo de vulgaridade e ignorância oferecido no vídeo não tem similares mundo afora. Só aqui graças a TV Globo.
Há muito tempo o Brasil não produz escritores como Guimarães Rosa ou Gilberto Freyre. Há muito tempo o Brasil não produz pintores como Candido Portinari. Há muito tempo o Brasil não produz historiadores como Raymundo Faoro. Há muito tempo o Brasil não produz polivalentes cultores da ironia como Nelson Rodrigues. Há muito tempo o Brasil não produz jornalistas como Claudio Abramo, e mesmo repórteres como Rubem Braga e Joel Silveira. Há muito tempo...

Os derradeiros, notáveis intérpretes da cultura brasileira já passaram dos 60 anos, quando não dos 70, como Alfredo Bosi ou Ariano Suassuna ou Paulo Mendes da Rocha. Sobra no mais um deserto de oásis raros e até inesperados. Como o filme O Som ao Redor, de Kleber Mendonça, que foi lançado em 2013  para os nossos encantos e surpresa.

E houve, decerto, algo pior, o esforço concentrado dos senhores da casa-grande no sentido de manter a maioria no limbo, caso não fosse possível segurá-la debaixo do tacão. Neste nosso limbo terrestre a ignorância é comum a todos, mas, obviamente, o poder pertence a poucos, certos de que lhes cabe por direito divino. Indispensável à tarefa, a contribuição do mais afiado instrumento à disposição, a mídia nativa. Não é que não tenha servido ao poder desde sempre. No entanto, nas últimas décadas cumpriu seu papel destrutivo com truculência nunca dantes navegada.

Falemos, contudo, de amenidades do vídeo. De saída, para encaminhar a conversa. Falemos do Big Brother Brasil, das lutas do MMA e do UFC, dos programas de auditório, de toda uma produção destinada a educar o povo brasileiro, sem falar das telenovelas, de hábito empenhadas em mostrar uma sociedade inexistente, integrada por seres sem sombra. Deste ponto de vista, a Globo tem sido de uma eficácia insuperável.

O espetáculo de vulgaridade e ignorância oferecido no vídeo não tem similares mundo afora, enquanto eu me colho a recordar os programas de rádio que ouvia, adolescente, graciosas, adoráveis peças de museu como a PRK30, ou anos verdolengos habitados pelos magistrais shows de Chico Anysio. Cito exemplos, mas há outros. Creio que a Globo ocupe a vanguarda desta operação de imbecilização coletiva, de espectro infindo, na sua capacidade de incluir a todos, do primeiro ao último andar da escada social.

O trabalho da imprensa é mais sutil, pontiagudo como o buril do ourives. Visa à minoria, além dos donos do poder -real, que, além do mais, ditam o pensamento único, fixam-lhe os limites e determinam suas formas de expressão. O alvo é a chamada classe média alta, os aspirantes, a segunda turma da classe A, o creme que não chegou ao creme do creme. E classe B também. 

Aqui está a bucha do canhão midiático. Em geral, fiéis da casa-grande encarada como meta de chegada radiosa, mesmo quando ancorada, em termos paulistanos, às margens do Rio Pinheiros, o formidável esgoto ao ar livre. E, em geral, inabilitados ao exercício do espírito crítico. Quem ainda o pratica, passa de espanto a espanto, e o maior, se admissível a classificação, é que os próprios editorialistas, colunistas, articulistas etc. etc. acabem por acreditar nos enredos ficcionais tecidos por eles próprios, quando não nas mentiras assacadas com heroica impavidez.

O deserto cultural em que vivemos tem largas e evidentes explicações, entre elas, a lassidão de quem teria condições de resistir. . Mesmo em épocas medíocres como esta no Brasil Um músico e poeta italiano do século passado, Fabrizio de André, cantou: “Nada nasce dos diamantes, do estrume nascem as flores”. E do deserto como hoje é o Brasil?
                                                                      

domingo, 1 de novembro de 2015

Como quebrar um país, sob olhar manso do povo brasileiro.

                           Resultado de imagem para O PT destruiu o Brasil


                                                             É nóis seus otários                                                                             
Dilma anteriormente Lula, conseguiram, abrir um buraco de R$ 230 bilhões em apenas cinco anos. Seu governo saiu de um superávit de R$ 128 bilhões em 2011 para um déficit efetivo em torno de R$ 100 bilhões neste ano. Gastou todo o saldo e mais quase o dobro. E para quê?
Qual o crescimento econômico do país que resultou com este descalabro?
Em 2011, quando se fez o superávit primário de 128 bi, o Produto Interno Bruto brasileiro cresceu modestos 3,9%. Nos três anos seguintes, quando supostamente estaria sendo turbinada pelo gasto e crédito públicos, a economia minguou: expansão média de 1,5%, a menor entre os países emergentes mais importantes. E  neste ano caminhou para a atual recessão em torno de 3%, no momento em que se realiza o maior déficit público(é o nome que se dá à relação na qual o valor total das despesas públicas é maior que valor total das receitas públicas) da história.
Apesar do baixo crescimento, a inflação rodou sempre acima dos 6% ao ano, contra uma meta de 4,5%, e isso com preços importantes, como gasolina e energia elétrica, controlados e mantidos lá em baixo, na marra. Reajustados esses preços, porque estavam quebrando a Petrobras e o setor elétrico, a inflação disparou para os 10% deste ano, um número que reflete melhor a realidade.
Finalmente, a taxa básica de juros, reduzida artificialmente e anunciado nos tele jornais amigos para 7,25% em 2012, também para turbinar o crescimento, serviu apenas para liberar mais inflação. diante disso o Banco Central saiu atrás e puxou os juros para os atuais 14,25% que, embora muito elevados, não conseguem mais conter uma inflação perigosamente indexada.( O PT reindexou o país que feito)
A gente tem de reconhecer: foi uma obra-prima de política econômica a tal nova matriz. Pelo avesso. Gerou ao mesmo tempo recessão, inflação alta e juros na lua. E o déficit público de R$ 100 bi.
O governo está confessando um rombo de R$ 52 bi. Mas, para isso, conta com uma receita de R$ 11 bi com a venda de concessões de hidrelétricas — um negócio que depende de uma MP ainda a ser votada pelo Congresso, que não está nem um pouco animado. Sem isso, o déficit já passa dos R$ 60 bi — e ainda é preciso somar as pedaladas, os R$ 40 bi que o governo federal deve ao BNDES, Banco do Brasil e à Caixa. Assim, o buraco efetivo passa fácil dos R$ 100 bi.
É o mesmo tipo de incompetência que derrubou a Petrobras. Quando Lula era presidente da República e Dilma presidente do Conselho de Administração da estatal, a empresa se meteu em projetos megalomaníacos, da exploração de poços do pré-sal, a refinarias, navios, sondas e plataformas de exploração.( que a mídia amiga noticiava como de fosse a chegada de Cristo ao mundo)
O caso das refinarias Abreu e Lima e Comperj já é um exemplo mundial de má gestão, sem contar a corrupção. Menos conhecida é a história das sondas. O governo estimulou a criação de uma empresa, a Sete Brasil, para construir 28 sondas no Brasil. A empresa, com dinheiro da Petrobras, já gastou mais de R$ 28 bilhões e não entregou uma sonda sequer. E pior: sabe-se agora que a Petrobras, dada sua capacidade de produção, não precisava desses equipamentos.
Lula e Dilma empurraram a Petrobras para essa loucura. E para quê?
A produção de óleo da estatal é hoje praticamente a mesma de 2009. Foi de 2,1 milhões de barris/dia para 2,2 milhões. Nisso e nas refinarias, inacabadas e precisando de sócios para concluir a metade das obras, a Petrobras gastou cerca de US$ 260 bi! E gerou uma dívida bruta que chega hoje a US$ 134 bilhões.
Isso é custo Lula mais custo Dilma, consequência de erros de avaliação, má gestão e projetos mal feitos. No balanço do ano passado, a estatal aplicou uma baixa contábil de R$ 31 bilhões nos orçamentos das refinarias Abreu e Lima e Comperj, por “problemas no planejamento dos projetos”. E anunciou o cancelamento das refinarias do Maranhão e Ceará, que não saíram do chão, mas cujos projetos custaram R$ 2,7 bilhões. Eram inviáveis, disse a empresa.
Só isso de explicação?
Simples assim a corrupção é avassaladora, mas capaz de perder para a ineficiência sob os olhares de um povo manso e ignorante pobre Brasil

                                                                                           
                                                                                

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Brasil ( agenda populista) X Chile ( Agenda Liberal)

                                        


Brasil X Chile

A renda per capita chilena chegou perto de 20 mil dólares em 2013, contra pouco mais de 12000 da brasileira. Ou seja, o chileno médio é quase 60% mais rico que o brasileiro médio. Quando analisamos o índice de Desenvolvimento Humano, o Chile fica em quadragésimo lugar, contra um vergonhoso 85 lugar do Brasil. Vários outros indicadores contam a mesma história: o Chile tem dado um banho no Brasil na economia. O que explica isso?
Para começo de conversa, o Chile foi pioneiro no processo de privatizações e liberação das amarras estatais na América Latina. Apesar de viver sob uma ditadura política na era Pinochet, o fato é que ao menos na economia o ditador foi uma espécie de “déspota esclarecido”, convidando os liberais da Universidade de Chicago para tocar as reformas no país. Deu certo. Até a Previdência Social foi privatizada no Chile, tornando-se um caso de sucesso internacional, estudado por vários outros países. Isso permitiu um acúmulo de poupança doméstica bem acima da média regional, possibilitando uma taxa de investimento expressiva.
O Chile é o país latino-americano mais próximo de uma economia de livre mercado capitalista. Não é por acaso que é também o mais próspero e avançado. Não se trata de uma coincidência
A carga tributária chilena está perto de 20% do PIB, praticamente a metade da brasileira. Além da magnitude bastante inferior, trata-se de uma arrecadação bem menos complexa do que a nossa. No “manicômio tributário” brasileiro, as empresas gastam 2 600 horas por ano só para pagar impostos, nove vezes mais que no Chile.
No ranking “Doing Business”, organizado pelo Banco Mundial, que mede a facilidade de fazer negócios no país, o Chile aparece na 34ª posição, acima de Israel, Bélgica e França, enquanto o Brasil ocupa a absurda 116ª posição, perto de países como República Dominicana, El Salvador e Indonésia. No índice de Liberdade Econômica, feito pela Heritage Foundation, os nossos vizinhos chilenos ocupam uma invejável sétima posição, ostentando uma economia relativamente livre para padrões globais. Já o Brasil está na 114ª posição, ao lado de países como Grécia e Butão. Deve ser por isso que alguns políticos de esquerda já falam em medir a subjetiva “felicidade” em vez do PIB, para fugir da humilhante comparação mais objetiva.
As instituições chilenas gozam de maior confiança dos investidores, e, mesmo quando a esquerda social-democrata assumiu o poder, ela não ousou mexer nas “vacas sagradas” da era liberal. O respeito aos contratos é levado a sério, enquanto no Brasil, como já disse o ex-ministro Pedro Malan, até o passado é incerto.
Em suma, o Chile é o país latino-americano mais próximo de uma economia de livre mercado capitalista. Não é por acaso que é também o mais próspero e avançado. Não se trata de uma coincidência; ao contrário, o elo causal é evidente aqui: quanto mais liberdade econômica e respeito às regras do jogo, maior o progresso material e social.
Durante a gestão liberal do empresário Sebastián Pinera, a economia do Chile despontou como uma das que mais cresceram no continente. Com o México, o Peru e a Colômbia, o Chile fez vários acordos de livre-comércio por meio da Aliança do Pacifico, enquanto o Brasil permaneceu com a camisa de força bolivariana do Mercosul, completamente ideologizado.
É verdade que Michelle Bachelet voltou ao poder com um discurso mais radical de esquerda. Ainda é cedo para dizer se haverá um grande retrocesso no país, se a socialista terá a coragem (ou a estupidez) de matar as galinhas dos ovos de ouro, criando mais obstáculos aos empreendedores que produzem riqueza. Sua retórica tem sido preocupante, na linha bolivariana. Se o Chile for por esse caminho à esquerda, então suas conquistas estarão em risco. O populismo é sua maior ameaça atualmente. Resta torcer para que os chilenos consigam evitar essa derrota na economia, para que continuem sendo um farol a iluminar uma rota alternativa com mais liberdade na América Latina, infestada de vermelho por todo lado.O livre mercado contempla a satisfação de todos com mais eficiência, estamos muito longe disso