terça-feira, 25 de novembro de 2014

Chesterton definia com maestria a diferença entre a direita e a esquerda.

Eu sou um conservador essencialmente por três razões fundamentais. Em primeiro lugar, acho que o indivíduo – e, portanto, seu direito à vida – é a pedra angular da civilização. Em segundo lugar, porque nenhum coletivismo de manada consegue me parecer, ainda que remotamente, uma alternativa aceitável ao sistema de liberdades individuais construídos pelo ocidente. E, em terceiro, porque me recuso a acreditar em soluções mágicas.
 Nós, conservadores( que não significa reacionário como querem classificar alguns descerebrados) sabemos que o ser humano é cheio de vícios (nós cristãos dirão que é um pecador) e que há que se estar sempre vigilantes para que regras básicas de convivência sejam observadas. Não falo de nenhuma novidade. Nada que não tenha sido revelado a Moisés, por exemplo. Mas o revolucionário despreza do cristianismo e dos valores que ele legou ao mundo, fingindo não ver que ali estão algumas das bases daquilo que hoje podemos chamar de civilização.
O conservador é aquele que, como bem observou Chesterton, entendeu que a melhor forma de manter em bom estado os postes brancos de uma rua é pintando-os periodicamente, não os substituindo por postes brancos novos. Essa metáfora é uma obra de arte e revela que as experiências adquiridas ao longo da história devem servir para nos ensinar como agir no presente, bem como a planejar o que será do futuro. Ela nos mostra que nem sempre grandes revoluções são o melhor caminho. Aliás, raramente o são. “Não haveria totalitarismo não fossem as massas e suas rebeliões”, ensinou Ortega y Gasset,
Um revolucionário de esquerda, ao contrário do que ensinou Chesterton, quer criar o Ministério dos Postes Brancos, empregar uma manada de companheiros nos cargos públicos e ganhar uma grana por fora nas licitações para aquisição de postes brancos novos todo mês – que será usada para cooptar a base aliada e garantir o projeto de poder do partido. ( Algum parentesco com as ações petistas?)
A desenvoltura com que certo pensamento simplesmente jogaria na lata do lixo séculos de experiência política em nome de um amanhã utópico, que ninguém sabe explicar de forma concreta como aconteceria na prática, me assusta bastante. Ainda bem que existem os conservadores, para garantir que a vida siga normalmente, enquanto as crianças brincam de qual utopia é melhor.
Esquerdismo, desde a revolução francesa, é obra de radicais da classe média. Alguns são artistas e intelectuais que sonham com um regime de força tutelado por eles, outros são sindicalistas corruptos que assediam empresários para fazer dinheiro fácil, outros que buscam a proteção de empregos estáveis na burocracia estatal, além dos milionários culpados que, levados por suas pulsões de morte, financiam os revolucionários que vão cortar sua cabeça.
Encerrando
Se o povo brasileiro em tese é conservador, se dá todas as provas nas ruas e nas urnas de que rejeita o estatismo, a destruição sistemática e planejada da família tradicional, dos valores judaico-cristãos e as aventuras da heterodoxia econômica, por que não há políticos brasileiros dispostos a empunhar essa bandeiras conservadoras?

Antes de se pensar em candidaturas, é preciso tratar da ausência de uma produção cultural e política que defenda esses valores, que faça o combate ideológico em todas as frentes possíveis, que lute por cada centímetro do campo de batalha da política. Sem ideias claras, sem uma mensagem bem articulada e persuasiva, os políticos chamados conservadores não terão como seduzir um eleitorado sedento por alternativas.

Enquanto isso as esquerdas caviars tupiniquins amealharam desde 2002 segundo  US$ 10 bilhões de dólares. o resultado do saque sem precedentes supera o PIB de 52 países. Este recorde não será batido tão cedo. e lembremos´são os nossos impostos envolvidos neste gangsterismo vermelho. Quadro abaixo mostra asoma de riquezas de alguns países só para termos uma ideia do que os vermelhos ricos fizeram                                                                  .

 

                                                                       

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Os socialistas tem um sócio poderoso.

“Aqueles que nos prometem o paraíso na terra nunca produziram nada além do inferno”. Karl Popper
O Petrolão, escândalo da Petrobras  seria  o equivalente a 33 mensalões. Segundo levantamento realizado pelo jornal Valor, a área de Abastecimento da empresa investiu R$ 112,39 bilhões entre maio de 2004 e abril de 2012. Desse montante fatia de 3% referente à comissão cobrada sobre esse valor chega, portanto, à cifra de R$ 3,37 bilhões isso mesmo o que os amigos estao lendo 3,37 bilhoes foram para o caixa dos socialistas caviars.
Do total da cessão onerosa de R$ 75 bilhões – barris de petróleo que a Petrobrás comprou da União- R$ 50 bilhões serão pagos por títulos emitidos pelo próprio governo: Tesouro emite títulos, compra ações da Petrobrás e a petroleira paga com os próprio títulos que recebeu da União a cessão de barris de petróleo. Efeito dessa operação na DLSP = “0” e a União termina a operação com R$ 50 bilhões em ações da Petrobrás. ( o seu e o meu imposto.)
Mas a outra parta da operação é a seguinte. Tesouro emite dívida em R$ 25 bilhões, empresta para o BNDES. O empréstimo para o BNDES cancela a emissão de dívida e, assim, não altera a DLSP. O BNDES pega os R$ 25 bilhões que recebe de empréstimo do Tesouro Nacional, compra ações da Petrobrás, que em seguida paga à União  o restante da cessão onerosa: R$ 25 bilhões. Essa operação gera uma receita primária de R$ 25 bilhões para o Tesouro Nacional, que diminui a DLSP imediatamente no mesmo valor, independente dessa segunda operação ser liquidada em títulos ou dinheiro. ( O seu e o meu imposto)
Toda vez que os socialistas caviars aportarem recursos em qualquer estatal deficitária, lembre-se o aporte e feito com o seu dinheiro, vindo do seu esforço pessoal através do trabalho não de esqueminhas.
                                                  O petrolao e os sete pecados capitais
                                                    


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Finalmente a colunista Miriam Leitão da Globo acordou.

Depois de anos defendendo, as ações petistas bolivarianas, sem enxergar, o que estava por trás do discurso da defesa de direitos dos humildes, de que as " elites " sempre foram contra o povo e que eles sim eram a verdadeira essência deste mesmo povo humilde. Conforme texto seu publicado no próprio jornal , conforme abaixo hoje ela percebe, que o grande objetivo do Foro de São Paulo é justamente se apropriar da democracia e aos poucos esvazia-la sem que a sociedade se de conta disso
Como o sapo colocado na panela com água fria e sem notar vai sendo cozinhado aos poucos até morrer, nunca é tarde para passar por cima de preferência ideológicas e passar a defender com lucidez os valores que nos são tão caros como a liberdade e a democracia. Texto brilhante.

O Globo - Mirian Leitão 

                                                              Força e Fraqueza 

O melhor da democracia é a democracia. Há escolhas mais sensatas que outras, mas a democracia tem seu jeito de ir arrumando as coisas e serenando os espíritos após o período eleitoral. O maior risco é não ver as ameaças concretas.
Há líderes na cena política e a democracia precisa deles. Não são condutores seguidos cegamente como no passado, porque as novas formas de comunicar, o poder na mão de cada cidadão é muito maior na sociedade da informação. Mesmo assim, há líderes que degradam a democracia, a enfraquecem ou com o comportamento desviante ou porque não são democratas, mas apenas se aproveitam dela. ( Caso do PT e sócios)
O pior risco da democracia é perdê-la. Nem sempre acontece da forma explícita, como no Brasil, Às vezes, o perigo chega devagar, vai solapando as instituições, transformando sua natureza. Foi esse o processo que enfraqueceu as bases democráticas de alguns vizinhos nossos. As eleições ficam viciadas, as instituições fingem que funcionam, mas a democracia vai perdendo sua essência. É isso que aconteceu na região e não estamos livres que aconteça aqui. O Brasil tem demonstrado ter instituições mais fortes. Mas não é uma fortaleza inexpugnável. Também nós temos que trabalhar para proteger nosso patrimônio. Melhor evitar o que aconteceu com Venezuela, Equador, Bolívia, Argentina. Em graus diferentes, a democracia deles foi perdendo qualidade, e em alguns países já nem merecem ser definidas com esse nome. E o ataque é sempre da mesma forma: tudo começa a morrer quando se mata o contraditório. A imprensa livre é um dos mais poderosos antídotos contra os excessos dos governantes. E é sempre o primeiro alvo.
Foi a democracia que produziu avanços impressionantes como tenho relacionado aqui com uma certa frequência: uma nova Constituição, a estabilização, a ampliação de direitos sociais, a universalização do ensino do primeiro grau, a inclusão social. O projeto certo é aquele que preserva o que está conquistado e segue adiante atrás dos muitos problemas que ainda temos que superar.
Infelizmente não temos conseguido um ambiente eleitoral em que as questões relevantes sejam aprofundadas. Os estereótipos e as simplificações acabam tomando o espaço mais destacado. Esse ambiente de vilão e salvador não reflete os fatos, não ajuda os avanços, mas é o que tem prevalecido, porque tem trazido dividendos eleitorais.
Os fatos da história recente são transfigurados de tal forma que o país não vê sua própria trajetória. Tudo é transmutado em nome da manutenção do poder. O receituário tem sido negar os méritos de outros e exaltar apenas os próprios; atribuir-se o início do mundo e apropriar-se dos feitos alheios; dividir o país entre nós e eles para, desta forma, mais facilmente manipular as convicções.
Uma eleição pode ser uma grande festa da democracia, ou pode criar fendas no país difíceis de serem fechadas. Na Venezuela foram feitas muitas eleições, enquanto o país foi perdendo sua democracia. No México do PRI, também havia eleições e os vencedores eram escolhidos a dedo por uma oligarquia partidária.
O melhor da democracia é ela ser uma sociedade aberta. Está aí a sua força e a sua vulnerabilidade. Como proteger a democracia dos que não a respeitam sem criar limitações que a sufoquem? Vivemos dias intensos e eles estão terminando com várias sequelas. Precisaremos de muita sabedoria para curá-las e continuar a construção do futuro.  
                               A democracia é um valor burguês para a esquerda caviar vejam a prepotância
                                                                                    
                                                                             

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Porque o brasileiro gosta tanto do estado baba?

No Brasil, o cidadão é tratado como súdito em um estado paternalista ao extremo, que pesa cada vez mais em nosso bolso e se intromete cada vez mais em nossas vidas. A “coisa púbica” cedeu lugar ao patrimonialismo que trata os nossos impostos como propriedade particular.
Muitos ainda olham para o estado como salvador da Pátria, em clara contradição ao próprio desprezo que sentem da classe política. É preciso mudar radicalmente esse modelo e essa mentalidade.
A  premissa de que o próprio cidadão e sua família sabem o que é melhor para si, não os distantes burocratas e governantes em Brasília. Ao dar o vale na mão do mais pobre e deixá-lo escolher, isso incentiva a competição do lado da oferta, elimina os riscos de mais corrupção e doutrinação ideológica, e faz com que o próprio indivíduo tenha o poder nas mãos. Bem diferente do que o PT vem fazendo no poder, estimulando a dependência estatal e celebrando o aumento de dependentes.
Brasília virou uma fantasia bilionária, de fato trilionária, cercada de desperdícios e ineficiências. O poder que manipula trilhões de reais nos orçamentos públicos ainda tem a petulância de afirmar ao povo que “faltam recursos”.
Não aceitamos mais carregar no lombo um governo que aplica uma tributação impiedosa sobre o bolso do contribuinte indefeso. O empresário, que poderia estar gerando empregos, virou um proletário do governo. Este está sempre cobrando sua fatia na frente; não espera nem o lucro acontecer. E o povo continua carregando uma das cargas tributárias mais onerosas do planeta: trabalha até a metade do ano só para sustentar o governo e os governantes.
O povo brasileiro quer treinamento e trabalho. Quer aposentadorias e pensões compatíveis com os aportes que faz ao longo da vida. O povo brasileiro não precisa de salvadores; precisa mesmo é de gestão séria e confiável, rotativa e verificável, em todos os níveis de governo
Fonte: Folha
O Brasil é um verdadeiro “manicômio tributário”, como diz Paulo Rabello de Castro. Não só temos impostos escandinavos para serviços africanos, como temos uma complexidade absurda de taxas, alíquotas e impostos. São consumidas, na média, 2.600 horas por ano só para pagar os impostos devidos no Brasil.
É uma verdadeira loucura, que acaba beneficiando somente advogados e políticos. As grandes empresas acabam conseguindo burlar com brechas e subsídios parte desses impostos, e criam uma vantagem artificial sobre as menores. Perde o país como um todo.
Capitalismo de Estado a escolha de campeões nacionais um erro do Clube dos Petralhas ( me perdoe Reinaldo Azevedo) 
                                                      Vale a pena assistir aos cometários
                                                           

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Como o governo brasileiro gasta o seu imposto.

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Gestão
Nas empresas privadas, a gestão é pautada por metas e o desempenho é medido o tempo todo. O mérito é o critério usado para selecionar e promover funcionários. No setor público, essa cultura está menos enraizada. Só no governo federal existem mais de 20 mil cargos de confiança, para os quais não há uma seleção transparente. São poucos os governos que estabelecem metas e a promoção por mérito. Estimativas da Fundação Getúlio Vargas apontam que o salário médio no setor público federal é o dobro do praticado no setor privado.

Gasto corrente
Há anos o gasto corrente do governo, aquele que paga as contas da manutenção dos serviços públicos, vem crescendo acima do que o resto da economia. O gasto com pessoal do governo federal, por exemplo, pulou de R$ 89 bilhões em 2004 para R$ 170 bilhões neste ano - ou seja, quase dobrou em seis anos. Ao mesmo tempo, os investimentos do setor público, sem contar as empresas estatais, ainda são baixos, pouco mais de 1% do PIB, ou R$ 40 bilhões. 

Corrupção
Corrupção é o uso do poder público para benefício privado. Na prática, ela leva ao desvio de impostos que todos pagamos, direta ou indiretamente, para um pequeno grupo de pessoas, com duas consequências: serviços públicos de má qualidade, ou mais impostos para pagar as contas do governo.

Em um ranking sobre corrupção feito pela ONG Transparência Internacional com 178 países e que dá notas de 0 a 10 (sendo 10 o menos corrupto), o Brasil recebeu a nota 3,7, ficando na posição 69. Os primeiros colocados na lista são a Noruega, Nova Zelândia e Singapura, com nota 9,3.
Burocracia
A administração pública, além de cobrar impostos e taxas, é responsável por regular os mercados. E no Brasil isso é feito com muita burocracia. A combinação de alta carga tributária e burocracia faz com que o ambiente de negócios no país fique longe do ideal. No relatório "Doing Business" do Banco Mundial, que avalia as condições que as empresas enfrentam para tocar seus negócios, o Brasil ocupa a posição 129 em um ranking de 183 países, bem atrás das nações desenvolvidas.

                                                            23 minutos de lucidez
                                                                         

terça-feira, 18 de novembro de 2014

O Brasil é o país do realismo mágico latino americano.

Os brasileiros honrados, que trabalham diuturnamente para cumprir com suas obrigações, que enfrentam toda sorte de dificuldades para assegurar o minimo para a sua família, nestes tempos de agenda marxista ao ligar a televisão, observa que subtrair impostos, neste país, tem tratamento vip por parte do jornalismo atual, dizer a sociedade depois de um dia árduo, que 10 bilhões de reais  foram desviados em operações de gangsterismo ideológico dentro de uma empresa, cujos os cargos estratégicos são ocupados por pessoas cuja unica finalidade na vida é enriquecer com baixo esforço, seria em tese desanimador para qualquer cidadão minimamente informado.
Saber que serão gastos com escritório de advocacia mais R$ 18 milhões de reais em honorários para blindar a empresa contra assaltantes com diploma de faculdade , me parece um acinte a todos nós.
Em 2010 o pajé mor do PT em palestra para a militância, solta uma das várias pérolas que só ele é capaz sobre o sorriso daqueles que no futuro estariam a frente do poder.
A demonstração de cinismo de todos os presentes é a confirmação que o Brasil já é parte do realismo mágico latino americano.
Como não existe oposição neste país, são simulacros de representatividade apesar da formalização do voto, temos como nação ainda um longo caminho a percorrer.Força Brasil!
    

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Engenheiro denuncia a malandragem brasileira ja contamina as eleicoes

Exclusivo: engenheiro denuncia  como são tecnicamente fraudadas as nossas urnas eletrônicas

(Foto: Agência Estado)
(Foto: Agência Estado)
Amilcar Brunazo Filho é considerado uma das maiores autoridades mundiais em urna eletrônica. É a voz mais altissonante a denunciar que nossas urnas não são nada confiáveis. “O modelo de urna usado no Brasil é ainda de 1ª geração,  conhecida como DRE (Direct Recording Electronic voting machine), onde os votos são gravados apenas em meio digital eletrônico (e regravável) de forma que nem o eleitor pode conferir se seu voto foi gravado corretamente e nem os fiscais de partidos podem conferir se foi somado (apurado) corretamente”, disse em entrevista a este blog.
“É um absurdo votar num sistema que não lhe permite conferir para quem seu voto foi gravado”, estabelece. Todos os países que já adotaram o sistema de urna eletrônica empregado aqui no Brasil, nas últimas eleições, já o abandonaram, por seu alto grau de adulteração, explica o engenheiro Amilcar Brunazo Filho.
Confira a entrevista abaixo
Como começou seu interesse pelo assunto?
Brunazo: Sou engenheiro formado na Poli (1975), e acabei trabalhando na área de segurança de dados .
Em 1996, votei pela primeira vez numa urna eletrônica. Quando ví que o mesário digitava o número do meu título de eleitor no seu terminal que estava conectado com a urna, onde eu iria digitar o meu voto, me ocorreu a dúvida:
"Como posso saber se o programa (software) da urna não vai gravar o meu voto junto com a minha identidade?
E fiz essa pergunta ao mesário (representante oficial da autoridade eleitoral que me oferecia aquele equipamento), que me respondeu:
"Não se preocupe. Eu lhe garanto que seu voto não será identificado", bem no estilo: "La garantia soy Yo"
Logo percebi que não havia garantias concretas e, a partir daí, fui atrás se mais informação sobre o projeto e funcionamento das nossas urnas eletrônicas.
Percorri Cartórios Eleitorais e acabei indo até o TSE . Acabei descobrindo que não só o sigilo do voto, mas também a garantia da justa apuração do meu voto não tinha garantia real e também dependia exclusivamente de dar confiança pessoal aos projetistas, desenvolvedores e administradores da autoridade eleitoral.
A partir daí, iniciei meu périplo na luta por mais transparência do voto eletrônico no Brasil
Quais defeitos aponta em nossas urnas?
Brunazo : O modelo de urna usado no Brasil, é ainda de 1ª geração,  conhecida como DRE (Direct Recording Electronic voting machine) onde os votos são gravados apenas em meio digital eletrônico (e regravável) de forma que nem o eleitor pode conferir se seu voto foi gravado corretamente e nem os fiscais de partidos podem conferir se foi somado (apurado) corretamente.
É um sistema que é essencialmente dependente do software instalado no equipamento e a literatura técnica internacional toda condena esse tipo, pois é, na prática, inviável se demonstrar que um software complexo (mais de 17 milhões de linha de código) que esta gravado em cada uma das 450 mil urnas está comprovadamente livre de erro.
Tais defeitos ocorreram em que grau na ultima eleição?
Brunazo- Ocorreram sim, com certeza. O sistema não gera documentação que possa ser usada numa eventual auditoria contábil (recontagem) dos votos e assim, nem o eleitor teve como saber se seu voto foi gravado corretamente, nem os auditores podem saber se o voto que o eleitor digitou foi contado corretamente.
Em outras palavras, nem quem ganhou tem como provar que ganhou e nem quem perdeu tem como verificar que perdeu de fato. O sistema continua exatamente o mesmo de 1996, onde uma eventual garantia da sua confiabilidade é totalmente dependente da palavras dos administradores, ainda no mesmo tipo: "La garantia soy Yo"
Conhece algum caso de fraude de urna eletrônica no Brasil?
Brunazo: Muitos deles, como a fraude do mesário (que permite a inserção de voto por gente não autorizada), a clonagem de urnas (carregar urnas verdadeiras em duplicidade para inserir votos) e a modificação de votos na totalização poderiam ser detectadas por uma fiscalização eficiente dos Partidos, o que raramente ocorre. Outra modalidade de fraude, a inserção de código malicioso por gente de dentro do corpo de desenvolvedores do software, é praticamente impossível de ser detectada e impedida.
Por que os EUA não adotam nossos sistema de urnas?
Brunazo: Não só os EUA. Todos os países que se usam ou usaram urnas eletrônicas no mundo (como EUA Alemanha, Russia, Índia, Bélgica, Holanda, Argentina, Venezuela, Equador, México, etc.), fora o Brasil, já abandonaram o modelo DRE de 1ª geração, substituindo-o por outros modelos de 2ª e até de 3ª geração.
O motivo é exatamente a falta transparência no processamento do voto no modelo DRE.
Na Alemanha, esse modelo de urna foi declarado inconstitucional em 2009 porque não atende o Princípio de Publicidade, já que não permite ao eleitor comum, usando recursos próprios, conferir o destino do seu voto. Nos EUA, em 2007/9 foi emitida a norma técnica “Voluntary Voting System Guidelines” que descredencia máquina do tipo DRE.
Por que nossas urnas não emitem comprovante impresso sobre em quem votamos?
Brunazo: Porque a autoridade eleitoral brasileira, formada, em sua cúpula administrativa, por membros do STF e do STJ, tem poderes excepcionais de legislar, administrar e julgar em causa própria  e não admite adotar um sistema eleitoral eletrônico que permita à sociedade civil conferir se o resultado que eles publicam está correto.
Eles não aceitam terem seu trabalho na área eleitoral submetido a nenhum tipo de “controle externo”, que o voto impresso conferível pelo eleitor permitiria.
A autoridade eleitoral brasileira, agindo nem sempre às claras, já cuidou de derrubar duas leis (de 2002 e de 2009) que previam a adoção do voto impresso conferível pelo eleitor nas urnas eletrônicas e a migração para modelos de 2ª geração.
Enquanto o eleitor brasileiro não compreender que é um absurdo votar num sistema que não lhe permite conferir para quem seu voto foi gravado e será contado e não exigir mudanças concretas nas urnas-e brasileiras, a autoridade eleitoral brasileira vai continuar nos impondo abusivamente esse sistema sem nenhuma transparência efetiva e que já foi abandonado no resto do mundo